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Uma hora por dia em frente à TV aumenta o risco de sobrepeso em crianças

Entre uma e duas horas por dia em frente à TV é o suficiente para aumentar em 47% o risco de obesidade e em 43% o de sobrepeso, em crianças de cinco a oito anos
Entre uma e duas horas por dia em frente à TV é o suficiente para aumentar em 47% o risco de obesidade e em 43% o de sobrepeso, em crianças de cinco a oito anos

 

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, indica que crianças que assistem TV por um período de uma a duas horas correm um risco 47% maior de serem obesas, em relação aos que passam menos tempo em frente ao aparelho. Os resultados foram apresentados durante o encontro anual das Sociedades Acadêmicas de Pediatria, realizado em San Diego, na Califórnia.

A conclusão contraria as diretrizes da Academia Americana de Pediatria. A instituição recomenda que as crianças passem no máximo duas horas por dia em frente à TV. Mark DeBoer, professor de pediatria e coordenador do estudo, espera que seus dados possam ajudar a mudar essa indicação para uma até hora diária.

Os pesquisadores observaram os hábitos de cerca de 11.000 crianças americanas entre cinco e oito anos de idade. Em média, elas assistem 3,3 horas de televisão diariamente – o dobro de tempo em relação aos brasileiros.

Para Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, o grande desafio para as crianças é justamente desvincular o TV com o hábito de petiscar. “É muito importante prestar atenção nos alimentos que estamos ingerindo, de modo a fazer as escolhas mais acertadas, o que na frente da televisão é praticamente impossível”, diz Reibscheid.

Obesidade Infantil – ​A obesidade infantil é um problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013, 42 milhões de crianças com menos de cinco anos estavam acima do peso. No Brasil, quase metade (47,6%) das crianças de 5 a 9 anos estão obesas ou têm sobrepeso, de acordo com dados do IBGE. Na faixa etária de 10 a 19 anos, um em cada quatro (26,45) está acima do peso.

A alimentação inadequada e o sedentarismo não são só os principais vilões da obesidade infantil. “Comer mal e estar acima do peso pode fazer com que as crianças sofram de problemas considerados de adultos, como diabetes, colesterol alto, insônia e hipertensão”, diz o médico nutrólogo Daniel Magnoni, da Divisão de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.

Estimular a prática de atividades físicas

Trocar o passeio no shopping por uma ida ao parque já ajuda (e muito) a inserir a atividade física na rotina do filho. “As crianças precisam gastar energia todos os dias e manter o corpo ativo. Hoje, elas estão muito sedentárias e, com uma alimentação inadequada, acabam ganhando peso”, diz Luiz Vicente Berti, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo. Também é importante estimular o filho a participar de aulas de esportes na escola ou em clubes. Estudos confirmam que pouca atividade física pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade infantil.

Diminuir o tempo de TV e vídeo game

A TV e o vídeo game são recursos utilizados pelos pais para distrair o filho. “Muitas vez, esse hábito vem acompanhado do de ingerir alimentos não saudáveis, como salgadinhos, chocolates e biscoitos”, afirma Luiz Vicente Berti. Esse comportamento pode resultar em ganho de peso e obesidade, já que a criança não tem noção da quantidade de alimentos que consome. Em excesso, essas atividades também ocupam o tempo do esporte na rotina da criança. Segundo um estudo publicado no periódico “American Journal of Preventive Medicine”, crianças que têm TV no quarto possuem mais risco de se tornarem obesas do que aquelas que não têm.

Oferecer alimentos saudáveis (para a família inteira)

Refrigerantes, sucos açucarados e junk food são alguns alimentos quase sempre presentes no cardápio das crianças obesas. Aos poucos, esses produtos devem ser substituídos por verduras, legumes e frutas. “Oferecer alimentos saudáveis é um dos primeiros passos para que a criança não se torne obesa, mesmo que ela tenha predisposição genética para a doença”, diz o médico nutrólogo Daniel Magnoni, da Divisão de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.

Existem maneiras de inserir alimentos saudáveis na dieta sem a criança reclamar. “As frutas podem ser colocadas inicialmente como sucos ou batidas com leite. Os vegetais podem ser acrescentados no feijão ou em um suflê”, recomenda a endocrinologista Patricia Dualib, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). No entanto, de nada adianta oferecer essas comidas para a criança se os pais não derem o exemplo. Sem encontrar um motivo para ingerir esses alimentos, o pequeno vai recusar a dieta.

 

Controlar o ganho de peso na gestação

Vários estudos já mostraram que a obesidade materna aumenta o risco da infantil. “Filhos de mães obesas têm maior probabilidade de nascer com excesso de peso”, afirma Patricia Dualib, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). De acordo com um estudo, isso acontece porque a obesidade durante a gestação modifica permanentemente os mecanismos que regulam a energia e o metabolismo da criança — fazendo o pequeno ter mais apetite, por exemplo. Segundo a pesquisa, esses bebês têm mais risco de desenvolver obesidade nos anos seguintes.

Servir de exemplo para a criança

Uma criança inserida em um contexto familiar de prática de esportes, alimentação saudável e outros bons hábitos terá facilidade para se adaptar a esse modo de vida e manter distância da obesidade. “No ambiente obesogênico, a criança é criada em um espaço onde a alimentação não é saudável e não há estímulo para a atividade física. Esse comportamento eleva sua tendência à obesidade”, afirma Patricia Dualib. Uma pesquisa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, confirmou que pessoas que têm muitos amigos ou parentes obesos possuem mais risco de desenvolver a doença, por associar a obesidade com naturalidade.

 

 

 

 

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