Saúde

Um novo suplemento contra a perda muscular

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

O laboratório brasileiro Apsen acaba de lançar um suplemento alimentar para combater a sarcopenia, condição cada vez mais comum no país devido ao aumento da expectativa de vida e ao crescimento do sedentarismo. “Ela é caracterizada pela perda da massa, da força e da performance muscular”, define o geriatra João Toniolo Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Hoje se estima que pelo menos 40% das pessoas acima de 65 anos tenham sarcopenia, índice que sobe para mais de 60% quando se pega a turma octogenária. Embora menos conhecido que a osteoporose, o problema também tem um tremendo impacto na qualidade de vida, limitando a autonomia e elevando o risco de quedas e hospitalizações.

O novo produto da Apsen, batizado de Extima, vem em formato de sachês, cujo conteúdo deve ser diluído em água ou leite. Ele tem a missão de complementar o rol de medidas para a prevenção e o tratamento da perda muscular, que ainda incluem as orientações de fazer atividade física regularmente, aumentar a ingestão de proteína na dieta, tomar sol e atingir os níveis recomendados de vitamina D… “Em um estudo, o uso do suplemento por três meses, acompanhado da prática de exercícios, levou a um ganho de massa muscular equivalente ao que foi perdido nos últimos dez anos pelo paciente”, relata Márcio Castanha, diretor de marketing da companhia.

E qual seria a sacada do lançamento? “O produto reúne aminoácidos importantes para a musculatura não facilmente obtidos via alimentação, como a leucina, além de antioxidantes e vitamina D. E tem um diferencial, que é a presença de magnésio, nutriente cada vez mais investigado por seu papel no sistema muscular”, resume a nutricionista Myrian Najas, da Unifesp. A indicação é que um sachê seja consumido após a prática de atividade física ou antes de dormir, períodos em que ocorre maior renovação dos músculos.

À sombra da sarcopenia

Em pesquisa comportamental coordenada pelo Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia (NECS) da Unifesp envolvendo 836 brasileiros de 17 capitais — metade dos entrevistados tinha mais de 50 anos —, chamou atenção o fato de que só 21% dos voluntários notaram ter sofrido perda muscular nos últimos cinco anos. Isso em um contexto em que 60% dos participantes relataram fazer pouco ou nenhuma atividade física com frequência.

“As pessoas em geral não percebem a perda de massa muscular porque, após os 40 anos, é comum haver ganho de peso. Só que, nessa fase, o que se costuma ganhar é gordura. Assim, há uma troca enganosa”, esclarece Toniolo Neto, um dos diretores do NECS. No mesmo levantamento, apesar de 88% dos entrevistados afirmarem saber o que é perda muscular, apenas 7% conheciam o conceito de sarcopenia.

A professora Myrian Najas, que também lidera o NECS, sublinha que o processo de enfraquecimento da musculatura é natural e acompanha o avançar da idade — após a quinta década de vida, calcula-se que a gente perca entre 1 e 2% da massa muscular por ano —, mas alguns fatores aceleram o fenômeno. Sedentarismo, cardápio pobre em proteínas e outros nutrientes caros aos músculos, doenças crônicas e hospitalização estão entre os principais.

O papel do suplemento alimentar no plano terapêutico ganha evidência pela dificuldade de se atingirem as recomendações de dieta e estilo de vida (e isso se torna ainda mais crítico quando o idoso passa um tempo internado). “O indivíduo mais velho tende a reduzir sua ingestão proteica”, repara Myrian. E a questão é que, mesmo seguindo um menu balanceado (com fontes de proteína), é alta a probabilidade de ele não chegar ao patamar adequado de aminoácidos essenciais à musculatura, caso da leucina.