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Olimpíadas

Triste Brasil. Em vez de ouro e prata, chumbo

— O Brasil até agora só ganhou medalha na porrada e no tiro.

Referia-se a Rafaela Silva no judô (ouro) e Felipe Wu (tiro), já que ele falou anteontem e Mayra Aguiar só ganhou o bronze ontem.

Brincava, mas acertou na mosca. Pondere-se que a última medalha de tiro conquistada pelo Brasil tem mais de meio século. Nem por isso os brasileiros deixam de atirar, mas no alvo indevido. O Mapa da Violência revela algo assustador. De 1980 até 2012, pouco mais de três décadas, houve 880.386 vítimas de armas de fogo. Destas, 497.570 são jovens de 15 a 29 anos. É uma gigantesca carnificina. E tais estatísticas só crescem.

Ficamos a imaginar o que haveria de ser se esses quase 500 mil jovens mortos a tiro estivessem incluídos em práticas esportivas. Quantas medalhas eles não estariam ostentando no peito. Não, levaram chumbo no pior sentido do termo. O Brasil é o país sul-americano que mais investe em esportes: US$ 842,4 milhões em 2015.

É pouco, mas o governo acaba de anunciar a redução. A excelência das governanças é baixar as más estatísticas. Não vemos nenhum sinal nessa linha. Por aí dá para se tomar como temos sido mal governados.

Novela sem fim

Embora tenhamos dito aqui que a nomeação de Andrea Xavier, esposa do deputado Cláudio Cajado, para o comando da Funasa sairia no Diário Oficial de anteontem, na real não saiu. Ou melhor, saiu de todos os estados do Brasil, menos o da Bahia.

Enquanto isso, Leandro Serafim, presidente da Ordem dos Médicos do Brasil, defensor do ex-deputado Heraldo Rocha, bate:

— Não tem sentido trocar a meritocracia pelo nepotismo.

“Nosso país está paralisado (…) em função de uma guerra entre facções políticas. Sabemos que se trata de ambição, de ganância, de apego ao poder, tentativa de se perpetuar no poder para se proteger, mas também para continuar saqueando os recursos da nação”

Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, falando a empresários em São Paulo.

Polêmica especial

O professor Nelson Pretto, que toca na Faculdade de Educação da Ufba as Polêmicas Contemporâneas, vai fazer uma edição especial da série dia 22, na Reitoria do Ifba (Canela). Vai botar os prefeituráveis de Salvador para discutir educação, cultura, ciência e tecnologia.

Os reitores das universidades sediadas na capital, João Carlos Salles (Ufba), José Bites (Uneb) e Renato Anunciação (Ifba) já confirmaram. Dos prefeituráveis, só falta ACM Neto.

Ficha limpa

Orlandinho Peixoto (PT), favorito em Cruz das Almas, diz que os problemas de contas dele nem se comparam com os de Jean Cavalcante, ex-prefeito que renunciou.

Jean teve problemas com o TCU. Ele tem uma rejeição por ultrapassar o limite de gastos com pessoal em 2011, contas aprovadas pela Câmara. Ou seja, está tudo limpo.

Coroado da paz

ACM Neto foi visitar ontem o Coroado, uma das transversais de Pau da Lima, levando com ele alguns seguranças. Para quê? Lá, é uma área de paz, já tem um poder paralelo que funciona melhor que o institucional. A ordem é: lixo colocado sempre no lugar certo, ninguém rouba ninguém e violência zero. Por um detalhe: eles não querem polícia no pedaço.

E a comunidade em peso obedece.

Celular devolvido — É voz corrente no Coroado a história de uma mocinha que roubou o celular de um pedreiro. Todo mundo sabia que era ela porque foi a única a entrar na casa do dito cujo.

Sumiu por um mês, quando voltou, foi convidada a devolver. E devolveu.

Já que o poder público fracassa na briga contra o tráfico, por que os outros traficantes não seguem o exemplo?

POUCAS & BOAS

* A superintendência da Caixa em Salvador trocou de comando desde a última segunda. Saiu Luiz Antonio de Souza, que foi indicado pelo deputado Nelson Pelegrino (PT), e entrou José Anselmo Lopes Cunha, com as bênçãos de Geddel.

* Membro da comissão que analisa o projeto de combate à corrupção, o deputado Féliz Mendonça Júnior (PDT) quer chamar especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir a corrupção no Brasil.

* O projeto contra a corrupção, uma emenda popular que recebeu mais de dois milhões de assinatura, prevê a responsabilização de partidos políticos, criminalização do caixa 2 e o teste de integridade, que permite ao investigador testar o investigado oferecendo propina.

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