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Suspeito confessa sequestro de empresário, mas nega assassinato

Deijailton Soares dos Santos, 27 anos, o Bruno Ilha, confessou à polícia ter planejado e participado diretamente do sequestro do engenheiro e empresário Nivaldo Castor de Cerqueira, 63, na noite do último dia 23.

Ele disse que o intuito era roubar R$ 1,5 mil para ajudar um irmão, preso em Lauro de Freitas (Grande Salvador). Contudo, negou que tenha matado.

O corpo foi encontrado no fim da tarde de quinta-feira, 1º, em estado de decomposição,  enterrado em cova rasa, em Simões Filho (Grande Salvador).

Ele morreu na mesma noite do sequestro, na praia de Ipitanga, ação criminosa feita por Bruno e dois comparsas. Mas só foi enterrado na manhã seguinte.

Bruno Ilha contou que ele e Nivaldo seriam amigos há cinco anos, e que constantemente se viam. No dia do crime, eles se encontraram em Salvador, onde beberam cerveja e seguiram para Lauro de Freitas (também na Grande Salvador).

Ele teria pegado uma carona para casa. Conforme a delegada, Bruno já havia combinado com os comparsas o local da abordagem.

“Ele simulou um roubo e se fez de vítima junto a Nivaldo. Contou que os comparsas teriam colocado Nivaldo no porta-malas e, quando foram tirá-lo, ele já estaria morto”, contou a delegada Clelba Teles,  do Departamento de Homicídios (DHPP).

No dia seguinte, eles abasteceram o carro da vítima, um VW Fox  (OZD-4931) e realizaram cinco saques, nos valores de R$ 900, R$ 400, R$ 50, R$ 20 e R$ 20.

Perícia

Segundo a delegada, durante a perícia, os agentes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) não constataram nenhuma lesão externa no corpo do engenheiro, uma vez que já estava em avançado estado de decomposição.

No entanto, foi possível verificar uma fratura no pescoço, que pode ter sido proveniente de uma queda ou estrangulamento. Ela afirmou que somente após um laudo complementar será possível definir a causa da morte de Nivaldo.

Prisão

Bruno Ilha foi preso na rodoviária de Feira de Santana (a 109 km de Salvador), quando tentava fugir para Jequié (a 374 km da capital). Ele foi localizado por investigadores de Feira.

Conforme Teles, Bruno Ilha faria parte de uma quadrilha de roubo de carros há seis meses, e foi para Feira de Santana em um veículo roubado. Era ele quem levava os carros para serem vendidos naquele município.

O veículo foi encontrado na noite da última segunda, no bairro de Ponto Parada, em Simões Filho. A polícia tenta localizar os outros dois criminosos

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