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‘Sentença é muito dura’, afirma ex-mulher de Battisti

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A professora Priscila Luana Pereira, ex-companheira de Cesare Battisti, espera que as autoridades da Itália revejam a pena de prisão perpétua aplicada ao italiano preso na Bolívia e extraditado para seu país. “Acredito que os defensores dos direitos humanos vão pedir a redução da pena. Cesare foi julgado à revelia e a sentença é muito dura”, disse ela ao Estado, neste domingo, 13, pouco depois de saber que o avião que levaria Battisti de volta à Itália havia decolado de Santa Cruz de La Sierra.

Priscila mora em São José do Rio Preto (SP) com o filho do casal, de cinco anos, mas recebeu a notícia da prisão de Battisti em Cananeia (SP), onde o italiano tem uma casa. Ela disse temer pela vida do ex-companheiro na cadeia. “Cesare já tem alguma idade e problemas de saúde como hepatite, precisa tomar medicamento. Os próximos passos são para garantir que ele não fique em condições insalubres”, afirmou.

Segundo Priscila, Battisti ainda tem família na Itália (um irmão e sobrinhos), duas filhas e um neto na França além de uma rede de advogados e colaboradores espalhada pela Europa.

Priscila disse não entender o motivo de o governo Jair Bolsonaro ter enviado um avião para a Bolívia depois da detenção. “A partir do momento que ele saiu do Brasil o assunto é da Bolívia coma Itália”, afirmou.

Embora não tenha contato com Battisti desde o ano passado, Priscila foi alvo de ações da Polícia Federal. “Fizeram buscas na minha casa e no local onde morava anteriormente”, disse ela.

Segundo a professora, o filho do casal, apesar da pouca idade, tem sentido efeitos da situação. “Ele não entende completamente o que está acontecendo, mas sente falta do pai, pergunta por que nós estamos aqui e ele não.”.

Battisti pediu asilo a Evo depois que Temer assinou extradição

Três dias depois de o ex-presidente Michel Temer assinar o decreto de extradição de Battisti, o italiano encaminhou um pedido de asilo ao governo do presidente da Bolívia, Evo Morales. Battisti apresentou uma solicitação de refúgio à Comissão Nacional do Refugiado (Conare) no dia 18 de dezembro do ano passado, quando já era considerado foragido internacional. No documento, o italiano afirma que a “nefasta coincidência” da chegada ao poder de dois governos de “ultradireita” no Brasil e na Itália o obrigou a fugir para a Bolívia.

Ele cita na carta o presidente Jair Bolsonaro. “Poucos dias depois de seu triunfo eleitoral, Bolsonaro prometeu publicamente que realizará todos os esforços para me extraditar”, escreveu Battisti às autoridades bolivianas.

Slide 1 de 8: Preso na Bolívia após ficar um mês foragido, Cesare Battisti tem problemas com a justiça italiana desde a década de 1970 e, de lá para cá, procurou refúgio em pelo menos três países. No Brasil, conseguiu asilo político. Defensores e críticos de Battisti acompanharam de perto julgamentos e momentos decisivos do caso. Relembre.   Ativistas pró-Battisti passam o dia em frente ao STF pedindo a libertação do italiano em 2009