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Sem medicamentos, venezuelanos com HIV se desesperam

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

Venezuelanos que vivem com HIV enfrentam um drama particular num país já castigado pelo desabastecimento crônico de comida e remédios, e um governo que resvalou para a ditadura. Das estimadas 75.000 pessoas que deveriam estar em tratamento com antirretrovirais, 55.000 estão sem os remédios.

Também há dificuldade para a realização de testes para a medição da carga viral das pessoas com HIV, necessários para avaliar a eficácia do tratamento, e há anos o governo não distribui preservativos gratuitos. “É a tempestade perfeita”, diz Feliciano Reyna, presidente da entidade Acción Solidária.

Falhas na distribuição dos antirretrovirais, acessíveis apenas pela distribuição do governo, ocorrem desde 2009 no país, mas se agravaram nos últimos quatro anos devido à desorganização do governo em fazer as aquisições junto à Opas (o braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas), explica Reyna. O governo, em choque com países que criticam o regime de Nicolás Maduro, também não está aberto à ajuda humanitária.

Feliciano Reyna, presidente da ONG Acción Solidaria, na capital venezuelana.

© Foto: Vladimir Marcano/VEJA Feliciano Reyna, presidente da ONG Acción Solidaria, na capital venezuelana.

No começo de agosto, pelo menos 22.500 pessoas não recebiam seus medicamentos, de uso diário, havia três meses consecutivos. Os reagentes para testes que identificam a carga viral, que deveriam ser feitos ao menos a cada seis meses, não estavam disponíveis havia oito meses. O sentimento entre os que vivem com o vírus HIV é de desespero, com relatos de venezuelanos que migraram para a Colômbia e para o Panamá em busca de tratamento.

“Tem gente que diz que os remédios vão chegar em agosto, em 1º de setembro ou em outubro. Eu não consigo viver assim, vi amigos morrerem de HIV nos anos 1990”, diz o administrador Cesar Hernández, de 50 anos. Os medicamentos de Hernández acabaram no último domingo. “Vou esperar até setembro, se eu não conseguir os remédios, talvez saia do país. Me dá raiva ter que começar do zero na minha idade em outro país, não é justo.”

Maurício Gutiérrez, da Rede Positivos en Colectivos, afirma que foram registradas 78 mortes de pessoas que tinham HIV e estavam internadas em quatro hospitais de Caracas, entre abril e junho, devido à falta de medicamentos e insumos adequados para o tratamento. “Está se repetindo a triste história que vemos nos filmes dos anos 1980 e 1990: a pessoa se deteriora e morre.”

Reyna, da Acción Solidaria, disse que três categorias de medicamentos finalmente chegaram à Venezuela na semana passada. Devem, no entanto, atender apenas a cerca de 35.000 pessoas e podem demorar um mês até serem distribuídos nacionalmente. “Estamos fazendo uma campanha para que sejam distribuídos com urgência.” Além disso, é possível que o estoque não seja suficiente para abastecer os pacientes por um prazo superior a seis meses. Já Gutiérrez diz que o país recebeu reativos para os testes de carga viral, mas que os insumos não atendem nem a 25% da demanda.