Educação

Saiba como usar jogos a seu favor para ajudar nos estudos e ficar pronto para o Enem

Quando tinha 7 anos, o estudante Enzo Fernandes Donatti, hoje com 17, controlava soldados americanos na Guerra do Vietnã, durante a Ofensiva de TET. Tudo não passava de um jogo de videogame, claro. Disponível apenas em espanhol, Conflict Vietnam ajudou Enzo a aprender não apenas a história desse confronto, mas também a se interessar pelo idioma, que hoje fala fluentemente. Pois é. Se para muitos pais jogar videogame é uma perda de tempo na vida dos filhos, para alguns professores eles já não são mais vilões, mas sim uma nova ferramenta de ensino.

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Ambiente de colaboração
De acordo com a consultora, os jogos permitem ainda que o educador trabalhe melhor com pessoas de diferentes condições e ritmos. “Os jogos criam um ambiente de colaboração, onde até os alunos que têm maior facilidade ajudam os outros. Hoje a reação das escolas é se queixar do novo. Nós temos que fazer o contrário”, argumenta.

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Tanto para Vera quando para Lynn, até mesmo o recente Pokémon Go, que vem sendo tratado de forma maniqueísta, pode ser utilizado pelos professores para ensinar geografia, com atividades relacionadas aos pontos cardeais, e trabalhar a função cognitiva dos estudantes, já que requer estratégias e planejamentos na captura dos famosos monstrinhos.

No jogo Age of Empires, Enzo aprendeu desde a Era Medieval até a Era das Grandes Navegações, acompanhando a trajetória de personagens icônicos como Maurício de Nassau e Napoleão. “No cursinho, quase não se fala sobre isso, mas no ensino médio um ou outro professor tecia comentários sobre os jogos”, conta ele.

A professora de Geografia Márcia Khalid não utiliza os jogos nas suas aulas, mas é a favor do uso. “Nos colégios, de uma maneira geral, cada professor tem um estilo de ensinar. Eu acho que tudo o que chama a atenção do aluno, tudo o que é motivador, é bem-vindo, mas é preciso usar estratégias educativas, porque isso é apenas uma parte do processo”, diz.

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