Saúde Bucal

Por que não conseguimos matar a sede com a saliva?

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

Já vimos aqui algumas vezes aqui que a saliva é composta basicamente de água, certo?  Se essa informação é verdade, por que não conseguimos matar nossa sede com ela? Isso é o que vamos descobrir nessa matéria.

Realmente nós não conseguimos matar nossa sede com a saliva, mas isso não quer dizer que ela não tenha um papel importante na hidratação corporal. Nosso corpo perde água e sais minerais diariamente pelo suor, urina ou respiração, por isso a água precisa ser reposta o tempo todo. E quem você acha que ajuda nesse processo?

“Quando a água eliminada não é reposta adequadamente, o balanço hídrico é negativo e ocorre a desidratação. Porém, nosso organismo dispõe de diversos mecanismos que facilitam essa regulação, um deles é a salivação. Produzimos diariamente entre 1L e 1,5L de saliva que é deglutida e, como a maior parte de sua composição é água, tem papel na re-hidratação do organismo, como se estivéssemos consumindo goles de água”, diz Maria Cecília Aguiar, cirurgiã-dentista e especialista em Alterações Salivares.

E quando ela não está dando conta do trabalho e precisa de ajuda, ela nos avisa que é hora de beber mais água. “Quando estamos desidratados a produção de saliva diminui, gerando a sensação de “boca seca”, que instintivamente nos faz beber água”, diz a especialista.

Pouca produção
Mas infelizmente a quantidade de saliva que produzimos não é o sufiente para hidratar todo o corpo e acabar com a sede.

“O corpo de um adulto é composto por 70% de água e necessita da ingestão diária de 1,5L a 3L de líquido para se manter saudável (valor que varia de pessoa para pessoa de acordo com o peso). Justamente por isso que não conseguimos matar a sede com a nossa própria saliva, pois a quantidade diariamente produzida é menor do que a demanda para manter o balanço hídrico”, diz Maria Cecília.

Mais que apenas água
Apesar de ser composta principalmente por água (99%), a saliva não é só isso. “A saliva é um fluido transparente e incolor secretado pelas glândulas salivares na cavidade bucal. Apesar de ser composta principalmente por água, ela também contém minerais, enzimas digestivas, imunoglobulinas e mucina (proteína responsável pelo seu aspecto viscoso)”, diz a especialista.

Sem engasgos
E é exatamente por causa desta mucina citada aí em cima que não nos engasgamos com ela, afinal, se a saliva é basicamente água e fica o tempo todo na nossa boca se engasgar ao falar ou respirar deveria ser algo corriqueiro.

“A mucina lhe confere viscosidade, de modo que a saliva não se acumula apenas no assoalho bucal (diferente da água pura), e sim se espalha em toda a superfície da boca. Outro motivo de não engasgarmos é que, instintivamente, deglutimos o excesso de saliva antes de falar”, diz a dentista.

Beba água sempre!
Uma boa hidratação favorece boa saliva, hálito agradável e o bom funcionamento do metabolismo. “Quando há desidratação, começam a surgir sinais como sonolência excessiva, confusão mental, fraqueza, dores de cabeça, “boca seca”, pele áspera, urina escura, dentre outros problemas”, diz Maria Cecília. Por isso, antes de seu corpo e sua boca pedirem, beba água sempre!