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Oposição da Venezuela bloqueia ruas em protesto final contra votação de domingo

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Simpatizantes da oposição da Venezuela bloquearam ruas nesta sexta-feira como parte de uma mobilização contra um super-órgão legislativo a ser eleito no domingo, que críticos dizem ser um plano do presidente Nicolás Maduro para criar uma ditadura.

A iminente eleição de uma Assembleia Constituinte foi amplamente condenada por países como um enfraquecimento da governança democrática no país membro da Opep, que também luta contra uma debilitante crise econômica.

A moeda da Venezuela enfraqueceu para 10 mil bolívares por dólar nesta sexta-feira. A moeda caiu mais de 99 por cento contra o dólar desde que Maduro assumiu o poder, em abril de 2013.

“Se essa eleição acontecer no domingo, perdemos tudo. Perdemos a Venezuela”, disse uma mulher de 23 anos que se identificou como estudante e que cobria o rosto para se defender do gás lacrimogêneo lançado pela polícia.

Os Estados Unidos sancionaram nesta semana um grupo de autoridades do governista Partido Socialista em meio a alertas de mais medidas econômicas caso a votação siga adiante, e a embaixada dos EUA ordenou que familiares de funcionários deixem o país.

Maduro diz que a Assembleia de 545 membros, que terá poder de reescrever a Constituição e dissolver instituições estatais, levará paz ao país após quatro meses de protestos da oposição, nos quais mais de 110 pessoas morreram.

A oposição disse para apoiadores enviarem recados e comprarem comida na manhã desta sexta-feira, após uma greve nacional de dois dias, e começar a bloquear ruas após o meio dia.

“O povo continua nas ruas! Neste (28 de julho) iremos rejeitar a fraude constitucional com uma tomada da Venezuela!”, disse a coalizão da oposição Unidade Democrática em publicação no Twitter.