A Olimpíada da redenção

A Olimpíada da redenção

Nos próximos dias, a Olimpíada do Rio provocará algum impacto na vida de 5 bilhões de pessoas. Quando a pira olímpica for acesa, no estádio do Maracanã, na noite da sexta-feira 5, uma criança pobre da República Democrática do Congo sentirá o desejo irrefreável de ser um atleta de verdade e um empresário na Alemanha dirá para si mesmo que deveria ter vindo para o Brasil. Em qualquer lugar, alguém irá à TV para ver as finais do atletismo ou recorrerá à internet para checar o quadro de medalhas.

A Olimpíada é, de longe, o espetáculo mais global criado pelo homem, acima até da Copa do Mundo de futebol. Por que nós gostamos tanto do maior evento esportivo do planeta? Ver os atletas e o desfile imodesto da perfeição certamente é o que motiva um contingente enorme de fãs, mas há muito mais por trás da pura e simples torcida. Por que nos emocionamos quando uma maratonista, mesmo cambaleante e em último lugar, luta até o final apenas para cruzar a linha de chegada? Por que sentimos um aperto no coração quando um nadador de um país miserável mal consegue atravessar os 50 metros da piscina? Para o jornalista britânico John Goodbody, autor de “A História das Olimpíadas”, as pessoas amam as competições não só pelo esporte em si, mas também – e, talvez, acima de tudo – pelos valores éticos que os Jogos consagraram.

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Em um mundo em crise como o nosso, seja ela política (no Brasil), econômica (no Brasil e em diversos outros países) ou moral (a ameaça crescente do terror em muitos lugares), nunca uma Olimpíada veio em tão boa hora. Só ela e os ideais que a representam podem ser o contraponto para uma sociedade cada vez mais convulsionada.

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