Saúde

O HPV e a vacinação: a importância do reforço da informação

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

vacina contra o HPV foi incluída no Calendário Nacional de Imunização em 2014 e o governo brasileiro a considera, em concordância com outros países, a mais relevante estratégia para prevenção dos cânceres de colo uterino, vulva, pênis, ânus e orofaringe. No entanto, a desinformação e o preconceito têm impedido que as metas de imunização sejam alcançadas, comprometendo o sucesso do programa e mantendo em risco gerações de brasileiros que poderiam evitar uma série de doenças graves com apenas duas injeções.

A vacina tem a capacidade de imunizar as crianças, protegendo, com ação dos anticorpos, contra o primeiro contato contra o HPV. E, mais uma vez, por que imunizar as crianças? Calcula-se que entre 30% a 70% das pessoas sexualmente ativas estejam infetadas por pelo menos um tipo do vírus. A vacina impede, ainda, infecções secundárias ao vírus, as lesões pré-malignas decorrentes das infecções e, por fim, os tumores das regiões acima citadas.

HPV no Brasil e no Mundo

Só neste ano, aqui no Brasil, 17.000 mulheres devem receber o diagnóstico de câncer de colo de útero, a 4ª maior causa de morte entre as brasileiras. No mundo, os HPVs são responsáveis por cerca de 250.000 óbitos pela doença a cada ano. Nos Estados Unidos, já é o principal desencadeador de câncer de orofaringe. Aqui no país, é cada vez mais evidente o papel das infecções pelo vírus como causa de tumores de cabeça e pescoço.

Eficácia comprovada

Recentemente, dois importantes estudos internacionais comprovaram a importância da vacinação. A primeira destas pesquisas, publicada no Journal of the National Cancer Institute, mostrou que o efeito da vacina contra o HPV pode ser mais amplo do que se pensava. A vacina contra o HPV protege contra dois subtipos do vírus, o 16 e o 18, que aumentam o risco de câncer. Essa análise revelou, no entanto, que a incidência de outros subtipos oncogênicos, como 35, 52, 58, 68 e 73, foi muito menor em pessoas vacinadas do que nas que não foram imunizadas. O levantamento foi feito com 21.596 mulheres.

Outro estudo, envolvendo 2.627 homens e mulheres entre 18 e 33 anos, avaliou o papel da vacina na diminuição da infecção oral por HPV. Em relação ao grupo não vacinado, o grupo imunizado teve um porcentual de infecções 88% menor. Este foi um dos primeiros estudos que mostram uma redução significativa da infecção pelo HPV numa população jovem vacinada. E é uma prova que, talvez, a redução da infecção possa ser uma arma potente para a diminuição do câncer de cabeça e pescoço.

Recomendações gerais de imunização

O governo tem ampliado a abrangência da campanha segundo os estoques nos Estados, mas não podemos nos esquecer das recomendações gerais de imunização: meninos na faixa etária de 11 a 13 anos e meninas de 9 a 14 anos devem tomar duas doses, sendo aplicadas com intervalo de seis meses entre elas. Homens e mulheres de 9 a 26 anos, vivendo com HIV podem ser imunizados, bem como os transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos de 9 a 26 anos.

Vencer as metas da vacinação contra o HPV é um grande passo e estimula a sociedade a brigar por melhores condições de rastreamento, diagnóstico e tratamento destes tipos de câncer.