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MPF pede bloqueio de R$ 1 bi de Nuzman e outros acusados

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Procuradores querem que o presidente do Comitê Organizador e do COB, empresário e sócia devolvam bens por fraude na escolha da sede do evento e prejuízo a cofres públicos

O Ministério Público Federal quer o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio-2016, de Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o “Rei Arthur”, e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário, em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato que apuram suposta compra de votos de dirigentes para eleger o Rio de Janeiro como sede dos Jogos do ano passado.

O objetivo da medida, segundo o MPF, é reparar os danos causados pelos três devido às proporções mundiais da acusação, de fraude na escolha da sede da Olimpíada. Na avaliação dos procuradores, o trio obteve lucros mediante prática de corrupção e lesaram os cofres públicos. O pedido de bloqueio inclui bens de valor, como apartamentos, joias, carros e até um jatinho particular.

– Meu cliente não cometeu nenhuma ilegalidade e vai prestar todos os esclarecimentos – disse o advogado de Nuzman, Sergio Mazzillo.

O Ministério Público diz que existe “forte indício” de que Nuzman “interligou corruptos e corruptores” para compra de votos de integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI).

De acordo com a decisão do MPF, há suspeitas de que Nuzman tenha obtido até nacionalidade russa em contrapartida de seu voto a Sochi como sede dos Jogos de Inverno de 2014. Foi pedida a apreensão de todos os passaportes do dirigente, bem como a proibição de que ele saia do país.

A operação desta terça-feira, que recebeu o nome de “unfair play” (Jogo Sujo), também cumpre mandado de prisão preventiva contra o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como o rei Arthur, e sua sócia Eliane Pereira Cavalcante. Eles são acusados de lavar parte do dinheiro do esquema criminoso no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, além de contas nos Estados Unidos e Antigua e Barbuda.

De acordo com as investigações, Menezes transferiu cerca de 2 milhões de dólares para Papa Diack, filho de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo. Esse seria um dos votos comprados para que o Rio fosse escolhido como sede olímpica. Da mesma conta saíram mais de 10 milhões de reais para o então governador Sérgio Cabral, que está preso após a operação Calicute, dias antes da escolha do Brasil, em setembro de 2009.

O MPF afirma ainda que diversas obras da Rio-2016, anunciadas como legado, teriam sido executadas a partir de pagamentos de propina a Cabral e outros beneficiados.

O COI diz que soube do caso através da mídia e garantiu que está fazendo “todos os esforços para obter a informação completa”. Informou ainda que é “do mais alto interesse do COI obter esclarecimentos sobre este assunto”.

O COB e o Comitê Rio-2106 ainda não se pronunciaram. De acordo com a Polícia Federal, Nuzman irá prestar depoimento às 15h.