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Política

Moro manda soltar João Santana e Mônica Moura

O juiz federal Sergio Moro determinou nesta segunda-feira a soltura do marqueteiro do PT João Santana e da sua mulher e sócia, Mônica Moura. De acordo com o advogado do casal, Fábio Tofic Simantob, o magistrado à frente das ações da Operação Lava Jato em Curitiba considerou que, diante dos recentes depoimentos prestados pelo casal, não havia motivo para manutenção da prisão preventiva.

O advogado informou que a decisão se refere especificamente a um pedido de soltura feito em nome de Mônica, mas que o benefício também deve ser estendido a João Santana. Na petição, a defesa argumenta que Mônica confessou que recebeu os valores do PT de “forma errada” e que não irá repetir a conduta. Uma petição com a mesma alegação já foi protocolada em nome do publicitário. Deste modo, o advogado acredita que os dois devem ser liberados juntos nas próximas horas.

No fim de julho, o publicitário e sua mulher admitiram que receberam 4,5 milhões de dólares de caixa 2 na campanha de Dilma, em 2010. Com a confissão, eles reconheceram que mentiram nos primeiros interrogatórios. O casal, no entanto, negou que soubesse que o dinheiro tinha origem em propinas do esquema de corrupção da Petrobras.

João Santana e Mônica são réus pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A procuradoria alega que os dois tinham plena consciência da origem ilegal do dinheiro e das atividades ilícitas praticadas pelo PT, “uma vez que estas eram fundamentais para que fosse estruturado o projeto de manutenção no poder do partido”, conforme o texto da denúncia.

Segundo o advogado, Moro determinou como condição para soltura o pagamento de fiança de 30 milhões de reais, valor que já havia sido bloqueado das contas do casal. Eles estavam presos desde 22 de fevereiro, quando foi deflagrada a 23ª fase da Operação da Lava Jato, a Acarajé.

Santana e Moura negociam com a Lava Jato um acordo de delação premiada.

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