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Micróbios na poeira de casa

Micróbios na poeira

Veja este estudo  do projeto A Vida Selvagem de Nossas Casas (em inglês, The Wild Life of Our Homes), em que voluntários enviam amostras de sujeira de suas residências para serem analisadas. A poeira foi recolhida dos topos das molduras de portas – para os cientistas esse é o lugar adequado para a instalação de comunidades bacterianas devido à falta de limpeza da região – com o objetivo de compreender a influência dos micróbios na saúde dos habitantes de um lar.
Foram encontrados mais de 70 000 tipos de fungos e 125 000 tipos de bactérias durante a investigação. Em cada casa, são cerca de 7 000 tipos de bactérias e 2 000 tipos de fungos que revelam se os lares são compostos por homens ou mulheres, já que cada sexo transporta diferentes tipos de micróbios. A mistura de micro-organismos também varia de acordo com o clima, geografia, população de plantas e animais que ocupam as casas.
Homens e mulheres – Nos lares com mais ocupantes do sexo masculino, a análise encontrou quantidades maiores das bactérias Corynebacterium, Dermabacter e Roseburia. Essa última existe em fezes humanas e, de acordo com os pesquisadores, pode estar relacionada às práticas de higiene masculinas.
Já as casas com mais habitantes do sexo feminino eram impregnadas com bactérias do tipo Lactobacillus, que costumam fazer parte da flora vaginal feminina. Lares de homens e mulheres apresentam as bactérias Candida e Trichosporon, encontradas na pele humana.
Segundo os cientistas, há mais micro-organismos dentro das residências que fora delas, pois aos tipos que habitam o interior se somam os micróbios trazidos pelo vento, roupas e sapatos.
Animais de estimação – Além de identificar o sexo da maioria dos habitantes de um lar, os cientistas descobriram ainda que a comunidade microbiana de uma residência varia com os animais que vivem no local.
Segundo a análise, ter um cachorro implica em mais de 56 tipos diferentes de bactérias. Já possuir um gato alcança níveis de 24 tipos de comunidades bacterianas – os gatos são mais “limpos”. A maioria dessas duas quantidades era encontrada na saliva ou nas fezes dos bichos. A partir desses dados, o cientistas conseguiram prever com uma precisão de 92%, se um cão vivia no lar e com 83% de certeza se ele seria um gato.
Para os cientistas, esse estudo é uma forma de compreender quais micróbios podem agravar problemas respiratórios ou proporcionar benefícios para a saúde. A maior parte dos micro-organismos não faz mal algum, mas há aqueles ligados a alergias e a algumas doenças que podem ter grande influência no cotidiano dos habitantes.

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