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McDonald’s é pressionada a abolir antibióticos de alimentos

O McDonald’s, maior rede de fast food do mundo, está em meio a uma campanha internacional contra a presença de antibióticos nos alimentos. A campanha foi lançada pela organização ShareAction, que vem estimulando o público a enviar emails para o CEO da rede, Steve Easterbrook. A mensagem pode ser enviada através da página da organização, que já tem um modelo de texto, em inglês. A ShareAction é uma instituição de investimentos em caridade com sede em Londres. A campanha tem repercutido bastante na mídia internacional.

Segundo estimativa da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, o consumo de antibióticos no mundo deve aumentar cerca de 67% até 2030. O crescimento esperado não se deve apenas ao cosumo como medicamento, mas também porque os antibióticos são utilizados na criação em larga escala de animais destinados à alimentação humana. Na maioria dos casos, são usados em animais saudáveis, para prevenção contra infecções ou aumentar o ganho de peso. É uma prática controversa.

Recentemente, a McDonald’s declarou que os frangos utilizados em seus produtos nos Estados Unidos já estão livres de antibióticos – mas ficaram pendentes os outros tipos de carnes e alimentos, além da produção vendida nos outros países. “Como consumidor, eu quero me sentir confiante de que a comida que eu compro foi feita de forma responsável e não está contribuindo com a essa ameaça à saúde pública: a resistência aos antibióticos”, diz a mensagem modelo da ShareAction.
Bactérias resistentes

O uso excessivo de antibióticos é relacionado ao desenvolvimento de bactérias mais resistentes às drogas, dificultando o tratamento de infecções. Nos Estados Unidos, cerca de 70% dos antibióticos comercializados são destinados ao uso em animais de criação. Esse uso tem caído na Europa, mas a tendência é que aumente justamente nos países dos BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Um estudo encomendado pelo governo britânico, divulgado em maio deste ano, projeta que superbactérias vão matar uma pessoa a cada três segundo em 2050, se medidas não forem tomadas imediatamente. Atualmente, a Ásia e a Áfria são os continentes onde há mais mortes atribuídas à resistência aos antibióticos.

Em abril, uma campanha mais abrangente foi realizada por uma coalizão de 54 grandes grupos investidores institucionais, organizada pela ShareAction e Farm Animal Investiment Risk & Return. Na ocasião, as dez maiores redes de alimentação dos Estados Unidos e Reino Unido, inclusive o McDonald’s, receberam cartas da coalizão, pedindo que ajudem a eliminar o uso de antibióticos nos animais de criação. A Farm Animal Investiment Risk & Return é uma empresa de investimentos parceira da ShareAction.

Além da McDonald’s, as outras redes multinacionais de alimentação pressionadas pela campanha foram a Brinker International Restaurantes, a Darden Restaurants, a Domino’s Pizza Group, a J.D a Wetherspoon, a Mitchells & Butlers, a Restaurant Brands International, a The Restaurant Group, a The Wendy’s Company e a Yum! Brands.

Com informações do site Consumerist, vinculado à revista norte-americana Consumer Reports, que desde 1936 aborda temas relacionados à defesa do consumidor.