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Máscaras são perigosas por deixarem o sangue ácido? É fake!

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Em um vídeo que está circulando pelo WhatsApp, um médico que se identifica como João Vaz recomenda que as máscaras faciais sejam utilizadas para prevenir a transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2) apenas quando se está falando com alguém a menos de 1,5 metro de distância. Segundo ele, em qualquer outra situação, o item faria mais mal do que bem porque estimularia a reinalação de gás carbônico (CO2), o que acidificaria o sangue. E isso, por sua vez, facilitaria a ação desse agente infeccioso no organismo.
No entanto, não há evidências científicas de que o pH do líquido vermelho seja significativamente afetado pelo uso de máscaras caseiras na população geral. Acima disso, inexistem estudos apontando elo entre um “sangue ácido” e o agravamento da Covid-19.
Em entrevista à rádio CBN, o Ministério da Saúde rebateu o conteúdo. Segundo a pasta, não há embasamento técnico-científico que prove as informações propagadas no vídeo.
Quer mais? O próprio João Vaz já disseminou outras noticias falsas. Em maio, ele apareceu nas redes afirmando que quem não faz parte do grupo de risco não morre por causa do novo coronavírus. Embora certos fatores realmente aumentem o risco de complicações, há um grande número de indivíduos jovens e saudáveis que faleceram por causa da enfermidade.
Quando respiramos, nosso corpo absorve oxigênio (O2) e libera CO2. Em situações muito específicas, pode haver a reinalação de gás carbônico, que leva a um aumento na concentração dessa substância no sangue (quadro chamado de hipercapnia).
“Ao se combinar com a água, o excesso de CO2 forma o ácido carbônico (H2CO3), provocando o que chamamos de acidose ventilatória”, ensina o pneumologista Gustavo Prado, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. A condição pode reduzir a oxigenação sanguínea.
Porém, isso só acontece em situações bastante particulares, como quando se respira continuamente com uma sacola plástica amarrada na cabeça, o que ninguém recomenda. Ou em decorrência de crises de enfermidades graves, a exemplo da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Na gravação fake que mencionamos antes, há uma afirmação sem provas de que as partículas de gás carbônico ficam presas no utensílio, sendo aspiradas ao puxarmos ar outra vez.
“Mas nenhuma das máscaras recomendadas para prevenir o contágio de infecções respiratórias transmissíveis por gotículas e aerossóis impede a eliminação do gás carbônico”, contesta Prado.
Isso porque o CO2 é altamente difusível e os tecidos dos quais as máscaras são feitas — sejam elas cirúrgicas, caseiras ou hospitalares — não o barram por completo. Ou seja, a maioria desse gás consegue passar por elas sem resistência.
“Dessa forma, não existe o risco de reinalação, hipercapnia e nem acidose pelo uso do equipamento”, arremata o médico.
É verdade que alguns poucos estudos mostraram, no passado, que os respiradores N95 – um tipo de máscara rebuscado, que segura mais o ar — foram associados a episódios leves de hipercapnia entre profissionais da saúde.