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Marcha do Empoderamento Crespo acontece no centro de Salvador

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Empoderamento, orgulho e luta tomaram o Campo Grande e a Avenida Sete de Setembro, na tarde deste domingo (13), na segunda edição da Marcha do Empoderamento Crespo. Ao som da Banda Didá e acompanhados por um carro de som, centenas de homens e mulheres seguiram até a Praça Castro Alves para falar de respeito, estética negra e combate ao racismo. A concentração começou no Campo Grande, por volta das 13h, com oficinas de cartazes, performances e capoeira.

“Nós conseguimos visibilidade e repeito a partir de um símbolo da intolerância que acabou se tornando um símbolo de luta”, disse a organizadora do evento, Ivy Guedes. Na abertura da marcha foi feita uma homenagem ao cabeleireiro Valdir Macário, 45 anos, assassinado no sábado (11), dentro do próprio salão, especializado em cabelos crespos. “A marcha sofreu um duro golpe na sua véspera porque Valdir era um símbolo do empoderamento crespo”, disse Ivy.

Presente na marcha, o rapper soteropolitano Mr. Armengue disse que a marcha é um momento de se reunir e que o segredo é resistir. “A gente tem que resistir com música, com poesia, com a nossa roupa, nosso cabelo, nossa estética, porque tudo na gente fala”, disse. A assistente social Larissa de Paula, 25, ressaltou o poder da diversidade.

Já a estudante Bianca Araújo, 16, disse que a marcha é o momento de luta: “É o momento de a gente não só lutar, mas mostrar que estamos lutando. Na nossa infância, a gente cresceu ouvindo que o padrão era outro e agora a gente não sabe que precisa mais seguir esse padrão”, disse.

Pela primeira vez no evento, Gleice Santos Silva, 19, se emocionou com o encontro. “É incrível! É a oportunidade de lutar pela nossa raça, pelos nossos direitos”, disse. A estudante e modelo Edlene Cruz, 20, destacou a importância de lutar por direitos. “É o momento de mostrar a nossa voz ativa, que nós somos empoderadas e que estamos juntas”, afirmou.

Mais de 1,7 mil pessoas confirmaram presença no evento pelo Facebook. A Polícia Militar acompanhou a marcha, mas não informou uma estimativa de público. Após a concentração no Campo Grande, a marcha saiu às 15h em direção à Praça Castro Alves, onde chegou pouco antes das 18h, segundo informação da Transalvador.