Política

Lula diz que eleitor se sentiu traído

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, que pretende criar referendo de revogação de diversas medidas aprovadas por Michel Temer se for eleito em 2018. Além disso, o petista defendeu que o Brasil tem “potencial de investimento em infraestrutura, que pode resolver uma boa parte da geração de emprego e recuperar a economia”.

Ele também afirmou que os eleitores da presidente cassada Dilma Rousseff se sentiram traídos após o ajuste fiscal promovido pela petista após a eleição de 2014, quando ela foi reeleita. “As pessoas se sentiram traídas, porque não era aquilo que a gente tinha prometido durante a campanha”, disse.

Lula criticou a estratégia econômica de Temer e afirmou que o país tem de voltar a ser governado pensando nas maiorias, e não em alguns poucos. “É criminoso ter uma lei que limite a possibilidade de investimento do Estado por 20 anos. No Brasil, coisas básicas, como saneamento, tratamento de água, habitação, ainda faltam. Quando os pobres retornarem ao orçamento do estado, o País crescerá novamente e recuperará a confiança internacional”, criticou.

O virtual candidato também se posicionou contra as privatizações, especialmente a da Petrobras, sem citar o processo de leilão do Pré-Sal iniciado ontem. “O petróleo foi nosso passaporte para o futuro, se eles o vendem, nos deixam sem soberania. É uma pena que destrua nossa empresa. Para muitos, o que destruiu foi a corrupção e as diversões milionárias de dinheiro que foram feitas através da companhia de petróleo. Digamos que tenha sido assim. Que eles prendam todos os corruptos, mas que não quebrem a empresa e acabem com o trabalho de milhares de pessoas”, comentou o petista.

Aos 72 anos, Lula espera voltar a ser presidente a partir do final do próximo ano. Segundo ele, “há muitas pessoas que sabem como governar, mas não há quem saiba cuidar das pessoas mais necessitadas como eu. Eu conheço seus interiores, como eles vivem, o que eles precisam”. Apesar disso, ao ser questionado pelo jornalista, o candidato afirmou que “ninguém é indispensável. Existem milhares de Lulas”, referindo-se a outras lideranças populistas, sem, no entanto, citar nenhuma.

De acordo com a última pesquisa do Datafolha, o ex-presidente lidera as intenções de voto para 2018 com 35%, o dobro do segundo colocado, Jair Bolsonaro, que tem 17% e empata tecnicamente com Marina Silva, que tem 13%.

Na entrevista, Lula ainda admitiu erros de governo de sua antecessora e colega de partido, Dilma Rousseff, mas afirma que não se arrepende de não ter se reeleito na época, por ser “leal à democracia e a Dilma”. Além disso, o petista também reforçou, quando questionado, a sua inocência nas acusações de corrupção e criticou a imprensa e o Ministério Público Federal (MPF).

“Eles encontraram dinheiro na casa de Aécio Neves, no governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, no ex-ministro Geddel Vieira Lima, mas em minha casa nada. Eles foram checando contas em bancos de todo o mundo para encontrar algum desvio de dinheiro e nada. Mas amanhã, à tarde e à noite, a imprensa me destrói e se recusa a publicar que não há provas contra mim”, argumentou.