Destaque

Kátia Vargas ainda está anestesiada, diz advogado após absolvição

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

Médica ficou com a família após resultado do júri popular

Quando a médica Kátia Vargas soube que foi absolvida, anteontem à noite, sua primeira reação foi abraçar o advogado José Luis Oliveira Lima, que liderou sua defesa no processo desde abril de 2014. Ela soube da notícia pelo próprio José Luis. “Nós choramos bastante e ficamos abraçados”, contou o advogado, por telefone, ao CORREIO.

Desde então, Kátia é completamente livre. Quando a juíza Gelzi Souza assinou a sentença, foram revogadas todas as medidas cautelares – antes, a médica tinha restrições. Não podia, por exemplo, viajar sem autorização judicial. Mas, para o advogado José Luis, mesmo após a notícia, Kátia ainda continua anestesiada.

A vida dela, como reforça, nunca voltará ao normal, assim como a da família dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes. “Primeiro que Kátia continua vivendo à base de medicamentos, então, a reação dela não é de quem está absolutamente sem remédios. Esse caso é uma tragédia para duas famílias”.

 

Na terça-feira (5), no primeiro dia de julgamento, o advogado cumprimentou, inclusive, a mãe dos jovens, a enfermeira Marinúbia Gomes. Ele conta que conversou com ela enquanto o Salão do Júri do Fórum Ruy Barbosa ainda estava vazio por cerca de 10 minutos. “Conversei com essa senhora e ela é uma mulher extraordinária. Ela é uma mulher de fibra, uma mulher do bem. Realmente é uma senhora impressionante”.

Ao CORREIO, José Luis explicou que, diferentemente do que chegou a ser noticiado, a defesa não mudou a estratégia durante o julgamento. Isso porque, durante todo o processo, o advogado defendeu a absolvição da médica. No entanto, durante os debates no plenário na quarta-feira (6), afirmou que, se ela fosse responder por algo, que fosse por homicídio culposo. “As duas teses foram colocadas lá atrás”, disse.

Durante todo o julgamento, a família de Kátia esteve presente no júri – especialmente o marido e os dois filhos. No entanto, na avaliação dele, a presença da família não influenciou a decisão do júri, até porque a família dos irmãos Emanuel e Emanuelle também estava no local.

“Eu tive convicção de que os jurados iam jurar como se (o plenário) estivesse vazio e acho que isso ficou claro. Se tivesse havido pressão, a pressão não foi do nosso lado, do lado da defesa”. Ele ainda criticou, mais uma vez, a cobertura da imprensa ao caso, desde o dia 11 de outubro de 2013, quando aconteceu o acidente.