Itaberaba

Itaberaba tem Semana da Pessoa com Deficiência

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Em uma ação intersetorial, realizada na tarde de ontem (24), a Prefeitura de Itaberaba celebrou o dia D da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

Semana, em nossa cidade, foi instituída pela Lei Municipal nº 1. 480/17, aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo Poder Executivo em junho próximo passado, devendo ser comemorada nesta data, a cada ano.

Participaram da ação as secretarias municipais de Ação Social e Cidadania, de Educação e da Saúde, representadas, respectivamente, pelo coordenador de Assistência Social, Givanildo Almeida de Jesus, a técnica pedagógica da Educação Especial, Shirley Evangelista Silva de Melo e o coordenador do Centro Especializado em Reabilitação (CER-II), Saulo Queiroz.

O encontro aconteceu na sala Profª. Dinalva Bernarda Ribeiro do Centro de Atendimento à Educação Básica e Formação Continuada (CENACOM) Pe. Giovanni Caneva e contou, ainda, com a participação mais que especial de alunos, de usuários dos equipamentos socioassistenciais e do CER-II.

Após a dinâmica, que incluiu palestras e um envolvente bate-papo, foi realizada uma pequena confraternização no Espaço de Convivência Profº. Oacir Geraldo Ferreira da Silva, no próprio CENACON.

 

O dia D da Semana

O momento compartilhado na tarde de ontem, simbolizou o ponto máximo da celebração da Semana cujo o objetivo é chamar a atenção e conscientizar toda a população quanto às necessidades específicas, de organização social e de políticas públicas, para promover a inclusão social com dignidade desse segmento populacional.

Hoje foi o dia D. O dia de integração entre os serviços de Ação Social e Cidadania, Educação e Saúde para tratar de questões relacionadas com as políticas, os direitos e sobre como viver, e conviver, nas famílias com pessoas com deficiência”, disse Shirley Evangelista, técnica pedagógica da Educação Especial.

A ação intersetorial também foi realizada nas Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino (RME). “Esse momento que aconteceu aqui no CENACON, também está acontecendo nas Escolas Municipais, nos três turnos de trabalho”, informou a técnica pedagógica.

O coordenador de Assistência Social, Givanildo Almeida de Jesus, tratou do papel da família no processo de inclusão, em parceria com as políticas de Assistência social. “As políticas sociais têm como público alvo tanto a família quanto o indivíduo, esteja ele em situação de vulnerabilidade e risco social ou fazendo parte de uma matriz familiar”, argumentou o coordenador.

Para o coordenador do CER-II, Saulo Queiroz, o evento realizado no CENACONrepresentou “um momento ímpar, no que diz respeito à ação da Saúde, da Educação e da Ação Social”, disse o coordenador. Para ele, “falar de pessoa com deficiência é falar é uma ação intersetorial porque, não é apenas a Saúde que tem um olhar voltado para a pessoa com deficiência”, salientou Queiroz.

Em sua opinião, trata-se de “um olhar amplo e que deve ser valorizado a cada dia porque tem crescido cada vez mais o número de pessoas com deficiências múltiplas e intelectual, não apenas a nível municipal, nem a nível regional, mas a nível nacional”, observou Saulo. “Eu acredito que esse evento de hoje foi mais um momento de sensibilização da Saúde”, concluiu.

 

Obstáculos a serem transpostos

O reconhecimento que a pessoa com deficiência vem conquistando a cada dia é fruto da luta incessante de todos para transpor obstáculos e superar barreiras que, muitas vezes, acabam por limitar o horizonte de expectativas e o universo sociocultural da pessoa com deficiência.

Para Saulo Queiroz, as barreiras existem tanto quanto a possibilidade de poder derrubá-las. Em sua visão, a família tem uma grande responsabilidade nesse processo porque a sua postura irá definir a quebra ou a manutenção da barreira. Neste sentido, “a família pode ser uma limitação também, porque muitas vezes essa família, não aceita o fato de ter um filho ou filha com deficiência”, analisou Queiros.

A visão de Givanildo Almeida de Jesus é convergente com a de Saulo Queiroz, quando observa que o grande obstáculo para a pessoa com deficiência, em nossa sociedade, hoje, é a participação social. Ele argumenta que, “para muitas famílias, a inclusão da pessoa com deficiência ainda é vista como uma espécie de entrave porque, ela mesma, a família, não aceita a condição de deficiente”, observou de Jesus.

Já para Shirley Evangelista Silva de Melo, a aceitação se constitui como o grande desafio para a pessoa com deficiência, em nossa sociedade. Em sua visão a escola precisa aceitar o desafio de estar preparada para atender a este público também. “Antes se pensava que ‘tínhamos’ que prepara o aluno para a escola e, hoje, sabemos que é a escola que precisa ‘se preparar’ para receber o aluno”, pontuou Silva de Melo.