Isaquias Queiroz tenta mais dois pódios a partir desta 4ª

Isaquias Queiroz tenta mais dois pódios a partir desta 4ª

O ubaitabense Isaquias Queiroz escreveu nesta terça-feira, 16, as primeiras linhas de uma obra que promete entrar para a história olímpica brasileira. Com o tempo de 3m58s529, ele conquistou a medalha de prata na prova do C1-1000 m, atrás apenas do fenômeno alemão e agora bicampeão olímpico, Sebastian Bendler, que levou o ouro com 3m56s926 – Serguei Tarnovisch, da Moldávia, foi bronze. O baiano é favorito ainda para ir ao pódio em mais dois eventos: na C1-200 m, que tem eliminatórias e semifinais na manhã desta quarta-feira, 16, além da C2-1000 m, ao lado do conterrâneo Erlon Souza, com classificatórias na sexta-feira, 18.

“A prova foi muito boa. Lógico que o alemão é um cara muito bom, e todos sabiam disso. Ele não é imbatível, mas ele tem mérito e ganhou pela dedicação dele”, comentou Isaquias, visivelmente emocionado com a medalha de prata no peito.

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A emoção de Isaquias não era apenas pela medalha. Pela primeira vez em sua carreira, ele pôde ganhar um beijo e um abraço da mãe, Dona Dilma, após uma competição. “É a primeira prova que ela viu pessoalmente. Até porque ela mora na Bahia e é muito complicado de sair. Eu disse: ‘vai ter que vir de avião’. E ela acabou gostando. Mas ela disse que queria voltar de carro. Estou muito feliz por ela ter vindo por prestigiar a medalha”, disse Isaquias, com a mãe em lágrimas. Dona Dilma está no Rio acompanhada de alguns de seus filhos e netos, além de alguns amigos.

Cutucada no governo

Com a prata no peito, Isaquias aproveitou o palco para dar uma cutucada nos governantes, lamentando a descontinuidade do projeto Segundo Tempo (onde começou no esporte, em 2005, aos 11 anos), do Ministério do Esporte, em Ubaitaba. “Essa medalha tem um significado especial por ter vindo de um projeto social, mas me dá tristeza ver isso acabando no Brasil. Se vocês tiverem como tirar fotos dessa medalha, mostrem aos nossos políticos no Planalto para que eles parem de brigar entre si e continuem a buscar novos atletas. Tomara que o meu resultado e o da Rafaela (Silva, do judô) possam abrir os olhos do governo” disse Isaquias.

Sobre suas próximas provas, Isaquias escondeu o jogo e não quis dar declarações sobre as chances de ouro. Resumiu-se apenas a falar das dificuldades de cada uma delas: “Nos 1.000 m a dificuldade é a resistência. Nos 200 m, é a largada e a rapidez. No C2 (prova em dupla), é ter outro parceiro, que às vezes a remada não encaixa”.

Por fim, Isaquias homenageou seu técnico. “Depois da contratação do Jesús Morlan [espanhol, em 2013],  os resultados do Brasil na canoagem melhoraram muito. Podem falar que eu tenho talento, isso e aquilo, mas sem um bom cara para lapidar o diamante você não chega ao ponto certo. Sem ele, eu não teria ganhado essa medalha. O cara tem cabeça, sabe o que faz”, afirmou.

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