Saúde

Fumantes precisam de mais anestésico durante cirurgia

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

Os fumantes passivos precisaram de 20% mais anestésico durante a cirurgia para alcançar os mesmos resultados daqueles que não fumavam. Já os fumantes ativos precisaram de uma quantidade 33% maior. (Stockbyte/Getty Images/VEJA)
Os fumantes passivos precisaram de 20% mais anestésico durante a cirurgia para alcançar os mesmos resultados daqueles que não fumavam. Já os fumantes ativos precisaram de uma quantidade 33% maior. (Stockbyte/Getty Images/VEJA)

Fumantes ativos e passivos precisam de uma dose maior de anestésico e analgésico para atingir o mesmo nível de anestesia e analgesia de quem não fuma. É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Bezmialem Vakif, na Turquia, apresentado durante o encontro Euroanaesthesia, em Berlim.

O fumo do tabaco é composto por mais de 4.000 partículas com propriedades tóxicas. Estudos anteriores já haviam indicado que o tabagismo aumenta a necessidade de doses potentes de anestésicos em fumantes. Os efeitos do cigarro, contudo, nunca haviam sido estudados em pessoas expostas indiretamente ao tabaco – os fumantes passivos.

Para o novo estudo, os autores investigaram a diferença de anestésicos usados em cirurgias em três grupos de pessoas: fumantes, fumantes passivos e não fumantes. Os resultados mostraram que a quantidade de anestésico utilizado durante a cirurgia foi 33% maior nos fumantes, em comparação com os não fumantes. Nos fumantes passivos, a quantidade utilizada foi 20% mais alta.

 

Os pesquisadores também examinaram se os grupos apresentavam alguma diferença na analgesia após o procedimento cirúrgico. Aqueles que fumavam precisaram de 23% mais analgésico do que os não fumantes. As pessoas expostas ao cigarro precisaram de uma quantidade 18% maior do remédio, quando comparadas àquelas sem exposição nenhuma.

Os autores acreditam que a nicotina afeta o metabolismo de medicamentos anestésicos no fígado e que ainda seja capaz de afetar a sensibilidade das células nervosas que detectam a dor. Por isso, aqueles expostos ao cigarro precisam de mais anestésico e analgésico para alcançar os mesmos efeitos das pessoas livres do tabaco.

Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde revelaram que 10,8% dos brasileiros com mais de 18 anos são fumantes. Em 2006, quando a pasta começou a acompanhar a prevalência de tabagismo no país, 15,6% da população fumava. Desde então, o número de fumantes registrou queda de 30,7%.

Fonte: Revista Veja