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É possível uma quebradeira em série no setor aéreo?

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

No mês de abril, a demanda por voos domésticos caiu 93% enquanto o número de voos internacionais desabou 96%, de longe os mais desastrosos números da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000. Os dados foram compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Apesar dos indicativos apresentarem uma leve melhora nos meses de maio e junho, o setor aéreo vive uma crise mundial sem nenhum precedente e distante do seu final. As companhias aéreas já registraram déficits bilionários no primeiro trimestre mesmo com os dois primeiros meses do ano com demanda dentro da média e, agora, precisam solucionar uma equação extremamente complexa para evitar demissões em massa e manter minimamente suas rotas nacionais e internacionais para assim evitar um agravamento ainda maior de um cenário que já é devastador.
Se a fuga dos passageiros é um dos maiores problemas para a aviação brasileira, a alta volatilidade do dólar, que chegou a valer quase 6 reais em maio, compromete ainda mais a capacidade das companhias de se reorganizarem financeiramente, em vista que grande parte de seus custos é dolarizado. O que vai determinar a velocidade da retomada da demanda no Brasil são duas coisas: a primeira é a capacidade com que Brasil e América Latina vão superar a crise e em segundo a capacidade de voltarmos a ser uma região segura para viagens, o que também significa um enfrentamento adequado à pandemia. Embora ainda seja cedo, com alguma margem de segurança já estamos prevendo demanda em torno de 60% do normal no início de 2021, mas não estamos indo muito à frente porque algumas variáveis importantes estão sendo definidas, como o câmbio, que representa 50% dos nossos preços, não e possível dizer qual será o movimento do dólar e isso é decisivo de como a aviação vai se apresentar nos próximos meses, projetou Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.
Sem uma previsibilidade sobre o comportamento do dólar nos próximos meses, outra questão que aflige os executivos é o valor das passagens aéreas. Com uma demanda muito abaixo do normal, o que se espera em contrapartida são preços mais competitivos para atrair os passageiros. No primeiro trimestre, o valor médio das tarifas domésticas caiu apenas 4,5% em comparação com o mesmo período de 2019, valores que ainda não refletem a disparada do dólar no país e tampouco os efeitos causados pelo distanciamento social nas aeronaves e pelas medidas de higiene, como a instalação de filtros de ar, que renovam quase 100% das partículas presentes nos aviões a cada 3 minutos. Na construção da tarifa há pelo menos três fatores que sempre foram e continuarão sendo os fundamentais, que é a demanda de clientes, a taxa de câmbio e o preço do querosene, que também é dolarizado. Os novos processos de higienização trazem impactos que possuem peso muito menor do que os anteriormente mencionados.