Saúde

Diabetes: o desafio de seguir o tratamento

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

Apesar dos inúmeros esforços de governos, comunidades médicas e ONGs para alertar a população sobre os riscos do diabetes não controlado e das inovações terapêuticas contra a doença, um dos grandes desafios para todos os envolvidos com a condição continua sendo a baixa adesão ao tratamento.

Olhando de fora, pode parecer inexplicável que alguém, sendo portador de uma doença crônica que dispõe de terapias eficazes e bem toleradas (ainda que nem todas disponíveis no SUS), recuse-se a seguir o esquema terapêutico ou simplesmente o abandone. Infelizmente, essa é uma realidade rotineira no Brasil.

Compreender os motivos que levam uma pessoa com diabetes tipo 2 a desistir do tratamento é fundamental para reverter esse quadro. Um estudo publicado no periódico científico Diabetes Therapy mostrou, por exemplo, que a probabilidade estimada de descontinuação do uso de insulinas é de 62% nos primeiros três meses após o diagnóstico – período crucial para o progresso do controle glicêmico.

No diabetes tipo 2, o estilo de vida desequilibrado – com falta de atividade física e alimentação inadequada – representa um importante fator de risco para o desenvolvimento da doença, e o sentimento de fracasso pessoal é relatado com frequência pelos pacientes que não aderem ao tratamento. Por esse motivo, os avanços terapêuticos no diabetes tipo 2 têm caminhado no sentido de conferir maior comodidade e simplificar o controle do problema. Atualmente, já contamos com opções terapêuticas que podem ser administradas, por exemplo, semanalmente, liberando o indivíduo da necessidade de uma rotina diária de uso de medicamentos.

Não há como negar que a vida do paciente diabético passe por mudanças significativas a partir do início do tratamento. Porém, após um período de adaptação, elas se tornam positivas, uma vez que a mudança de hábitos certamente contribuirá para uma melhora significativa de sua qualidade de vida.

O paciente precisa ter a orientação necessária para entender que a pior de todas as mudanças seria aquela que ocorre com o abandono da terapia proposta. Se, no início, a doença pode não causar sintomas, ao não ser controlada ao longo do tempo o risco de aumento da pressão arterial, infarto, derrame, cegueira, insuficiência renal e até amputações de membros inferiores aumenta consideravelmente.

Quando alguém recebe o diagnóstico de diabetes, não é apenas a sua vida que muda, mas a de todas as pessoas que estão à sua volta. O apoio e o envolvimento de todos tornam a possibilidade de sucesso no tratamento mais real. Se todos compartilharem de hábitos saudáveis, não apenas estarão incentivando o paciente como também darão um grande passo em direção à prevenção dessa e de outras doenças.