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Desabafo de professora sobre racismo emociona Lázaro Ramos

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

O relato da professora e aposentada, Diva Guimarães, 77 anos, emocionou o ator Lázaro Ramos e boa parte do público na 15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O fato aconteceu na sexta, 28, mas movimentou as redes sociais durante todo fim de semana.

Durante a mesa “A Pele que Habito”, que reuniu Lázaro e a jornalista Joana Gorjão Henriques, a professora, que é neta de escravos e filha de uma lavadeira, pediu o microfone para fazer uma pergunta e acabou dando um depoimento sobre a discriminação.

“Quando eu era criança, as freiras me contaram uma história de como Deus abençoou um rio e mandou todos os homens tomarem banho nele. Os mais trabalhadores e inteligentes chegaram primeiro, mergulharam no rio e saíram brancos. Já os mais preguiçosos chegaram tarde e só haviam um restinho de água. Por isso continuaram negros, só com a palma das mãos e a planta dos pés brancos”, lembrou a mulher para complementar em seguida: “Os negros não são preguiçosos, este país vive hoje porque meus antepassados trabalharam muito”, finalizou Diva, que arrancou lágrimas e aplausos de todos que estavam presentes no evento.

Ela ainda continuou seu desabafo: “sou uma sobrevivente pela luta e pela educação”. Diva contou que a mãe lavava roupa em troca de material escolar para ela estudar. Foi assim que ela conseguiu se formar como professora, trabalhando por 40 anos alfabetizando crianças e adultos.

“As pessoas falam bem de Curitiba, dizem que é uma cidade europeia, vai ver como é para os negros que moram na periferia”, disse a senhora que mora na capital paranaense.

Emocionado, Lázaro brincou: “A senhora quer matar a gente”. “Meu coração está pequenininho. A senhora falou uma coisa muito importante, precisamento investir em educação pública”.