Depressão poderá ser a doença mais comum do mundo

Depressão poderá ser a doença mais comum do mundo

Em um mundo globalizado, com tanta modernidade, as pessoas estão cada vez mais se voltando para o trabalho, o crescimento profissional e uma independência financeira, e com isso a saúde está sendo deixada de lado. Infelizmente muitas das vezes esse comportamento causa solidão, e consequentemente uma tristeza, que quando não identificada logo, pode se aprofundar para uma depressão. Os sintomas dessa doença são muitos, e está cada vez mais presente na vida das pessoas, muitas vezes o estresse e a solidão são os fatores mais intensos para se transformar em uma depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030 poderá ser a doença mais comum no mundo. Os números são alarmantes, mais de 5% da população mundial sofre de depressão, e as mulheres são as mais atingidas. As causas vão da genética, ao consumo de drogas, e até mesmo a morte de uma pessoa querida. Essa tristeza profunda causa um desequilíbrio hormonal no cérebro e a partir desse momento o médico precisa ser acionado para reverter o quadro. A psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida, esclarece sobre os sintomas, tratamentos e dados da OMS.

1. No que consiste a depressão e quais as semelhanças e diferenças com a tristeza?

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A depressão, de um modo geral, consiste em um estado em que o indivíduo se encontra em um desanimo e, sem motivo aparente, não vê razão para viver, não sente prazer nas pequenas coisas que a vida oferece. A tristeza é um sentimento passageiro e, geralmente, possui uma razão, uma causa, ou alguma preocupação. As principais diferenças são o tempo que a “tristeza” permanece e em relação ao motivo que levou o indivíduo a passar por este momento. As semelhanças permeiam no estado de animosidade, ou seja, não há energia ou forças, para que o sujeito possa fazer algo por si ou por outros, como se houvesse um bloqueio mental a ponto de não perceber o que está à sua volta ou como se não conseguisse enxergar uma solução para os problemas que surgem.

2. Quantas pessoas sofrem de depressão no Brasil? Se sim, a que você atribui para esse número de caso?

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – cerca de 121 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, e mais de 10 milhões no Brasil, sendo nosso país o líder neste ranking, entretanto, estes números são obtidos através de uma estimativa de dados cruzados com a previdência, porém, existem os casos que não são contabilizados, tão pouco se tem conhecimento, como agricultores, idosos ou pessoas que não possuem acesso a informação. Na Bahia, 413 mil foram contabilizados pelo Ministério da Saúde. Esse número representa 19,7% da população maior de 18 anos. O crescimento do número de casos de depressão está diretamente ligado ao estilo de vida, ao histórico familiar, as pressões do mundo moderno, como também o acesso da população aos sintomas e a procura por ajuda. Quando falo sobre o estilo de vida, falo sobre pessoas que são muito rígidas consigo e com os outros, ansiedade, pessoas que não puderam realizar algo que gostariam, e sente-se amarguradas ainda por isso, pessoas que culpam seus pais por algo ou se culpam… Enfim, é preciso olhar para o que pode ser feito agora!

3. Como identificar os sinais?

Geralmente, os sintomas da depressão são: irritabilidade, impaciência, desânimo, tristeza, dificuldade para realizar as tarefas simples do dia-a-dia, sensação de angústia, dificuldade em sentir alegria, medo, insegurança, pensamentos negativos, insônia. Claro que tudo depende do grau, e ainda assim, nenhum destes sintomas de forma isolada pode caracterizar a depressão, é necessário fazer uma avaliação com o paciente, saber quanto tempo apresenta estes sintomas e, em alguns casos pode aparecer desejo de morrer ou até mesmo ideias paranoicas, distorção da realidade, alucinações e etc. Ainda assim, é importante frisar que é indispensável procurar um profissional ao perceber alguns destes sintomas persistindo por mais de duas semanas.

4. Quais os caminhos para o tratamento? Como o esporte e o Hapvida +1K podem ajudar?

Inicialmente, procurar profissionais capacitados como psicólogo ou psiquiatra para iniciar o tratamento mais adequado para cada caso, o uso de medicação pode ser indicado dependendo do grau e do tempo em que o indivíduo encontra-se nesta situação. Outras terapias também são válidas, desde que o paciente sinta-se bem. A atividade física contribui positivamente para a evolução do tratamento. Ao se exercitar, nosso cérebro libera substâncias (endorfina e serotonina) necessárias para o controle das emoções, causando uma sensação de bem estar, semelhante a sensação que sentimos ao comer chocolates, entretanto, para que esta atividade possa ter este efeito positivo, deve-se manter uma regularidade nos exercícios, como se fosse um remédio, para que o organismo possa se habituar a liberar estas substâncias com frequência, assim, aos poucos os sintomas depressivos serão minimizados. Mesmo sabendo que os indivíduos com depressão não possuem ânimo para se exercitar, é preciso dar o primeiro passo.

5. Por que a pessoa com depressão não consegue se curar sozinha?

Algumas pessoas, por estímulo da família e amigos, acabam saindo da depressão sem ao certo saber que estavam doentes, porém, existe realmente uma dificuldade para sair do estado depressivo. Percebam que a depressão não “é”, ela “está”, ou seja, é um momento passageiro, muitas pessoas conseguem eliminar ou minimizar os sintomas consideravelmente, ainda assim, qualquer pessoa está sujeita a apresentar os sintomas ou ela pode voltar em outro momento, ou pode nunca mais voltar. O mais importante é que as pessoas não estejam apegadas ao rótulo da depressão, até porque existe um estigma, um preconceito muito grande com as pessoas que estão com este transtorno e, só quem sofre é que tem condições de dizer quão doloroso é não ter ânimo por algo tão precioso como a vida, ou ainda, é importante também não se apegar ao tempo em que está doente. Cada um tem seu tempo e seus dilemas, então não há uma receita para a depressão, o que se pode dizer é que, deve-se viver cada minuto da melhor forma possível, transmitindo amor e empatia mesmo nos momentos mais adversos.

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