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‘Defendo educação presencial sempre e com prioridade’, diz ministro da Educação

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Declaração foi dada após Rossieli Soares ser questionado sobre ensino a distância. Para ele, estes instrumentos podem ser adotados no contra-turno dos alunos do sétimo ao novo ano, desde que supervisionadas por professores.

O ministro da Educação Rossieli Soares disse nesta terça-feira (27), em Brasília, que “defende a educação presencial sempre, com prioridade.” Para ele, instrumentos de educação a distância podem ser adotados no contra-turno do sétimo ao novo ano, desde que supervisionados por professores.

“A educação a distância, mesmo as aprovadas nas diretrizes do ensino médio, requerem o professor. Isso é uma obrigatoriedade que as diretrizes trouxeram. Primeiro, eu defendo sempre o professor estar junto com os nossos jovens. Agora, você tem metodologias que podem ser [adotadas]. Você pode fazer reforço escolar no contra-turno dos alunos do nono ano, sexto, sétimo, enfim, com apoio. Isso é possível. Agora, na sala de aula, defendo sempre o professor ao vivo, especialmente no ensino fundamental.”

A declaração foi dada após o ministro ser questionado a respeito das propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de adotar o ensino a distância.

No plano de governo de Bolsonaro, consta que a educação a distância “deveria ser vista como um importante instrumento e não vetada de forma dogmática. Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais.”

Em outra ocasião, o então candidato disse que o método poderia ser usado “no [ensino] fundamental, médio, até universitário. Todos podem ser a distância, depende da disciplina. Fisicamente em época de prova ou aula prática.”

Para Rossieli, o ensino a distância deve ser entendido como uma forma complementar à aprendizagem.

“O que nós discutimos no Ministério da Educação é uma possibilidade de educação a distância em um formato diferenciado, sempre com o professor – não é tutor, é professor – na escola, lotado, acompanhando a turma e fazendo o trabalho, quando a rede – a escola, o conselho estadual – adotar. Assim são as diretrizes do Ensino Médio. Os estados podem, se desejarem ou não, fazer no ensino médio. Não discutimos nunca para o ensino fundamental”, falou.

“A educação a distância pode ser uma ferramenta especialmente [usada] para acréscimo de horas, para você fazer muito mais coisas, e esta possibilidade não pode ser excluída da educação”, disse Rossieli.

Enem

Durante a entrevista, Rossieli também foi questionado sobre a declaração de Bolsonaro de ver a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) antes de ela ser impressa. Segundo Rossieli, caberá ao futuro governo “entender qual é o modelo de gestão.”

“Se o presidente eleito vai ou não ver a prova, caberá a eles a partir de 1º de janeiro entender qual é seu modelo de gestão. O que posso dizer, no nosso modelo de gestão, inclusive por questão de segurança, é que cabe às equipes do Inep fazerem a gestão da prova. Pelo que sei, os ministros nunca olharam as provas [antes]. Não tenho nada a declarar em relação a isso. É decisão do próximo ministro”, falou.

Rossieli, no entanto, alertou para o risco que esta decisção pode representar à prova. “É um processo que deverão ter certamente muito cuidado. Existem vários procedimentos de segurança. A prova fica em uma sala-cofre e só sai de lá acompanhada pela PF, mas será uma decisão deles e caberá a eles”, disse.

Novo ministro

Sobre as declarações do futuro ministro da Educação, Ricardo Veléz Rodríguez, Rossieli preferiu não se manifestar.

“Eu não conheço o novo ministro. Não tive a oportunidade de conversar com ele. Não tenho opinião a dar. Vi algumas coisas que ele escreveu, mas não tive oportunidade de conversar e entender melhor como ele pretende conduzir”, falou, reiterando que está “100% com a equipe” para ajudar na transição.

Em entrevista nesta segunda (26), Rodríguez disse que “quem define gênero é a natureza”, ao justificar o motivo de discordar da discussão de gênero em sala de aula.

No início de novembro, Rodríguez se posicionou de modo crítico contra o Inep, responsável pelas provas do Enem. Em um blog, o futuro ministro escreveu que o instituto entende as provas “mais como instrumentos de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino.”

Após ser anunciado como futuro ministro, Rodríguez publicou uma carta dizendo que ua gestão à frente da pasta buscará preservar “valores caros à sociedade brasileira” que, segundo ele, é “conservadora“.