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Conheça mais sobre a criação de abelhas em Itaberaba

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

Você sabe que a criação de abelhas é uma atividade desenvolvida em Itaberaba que conta com muitos agricultores envolvidos e é uma alternativa de renda para nossa região?

O Itaberaba.Net conversou com o professor e apicultor Carleandro Souza sobre a apicultura em nossa cidade.

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Carleandro Souza

Há uma associação de apicultores em Itaberaba?

Existe sim uma associação de apicultores e meliponicultores em Itaberaba, a ASAMEL. Trata-se de uma associação pioneira, fundada no ano de 2000, com participação de técnicos, agricultores e agricultoras, além de simpatizantes dos produtos das abelhas: mel, cera, própolis, apitoxina, enxames, etc.

Essa associação foi pioneira pelo fato de ser uma das primeiras do país a adotar a categoria ‘meliponicultores’ no nome oficial, pois a meliponicultura ainda era incipiente e restrita a espaços universitários, embora fosse uma atividade tradicionalmente efetuada pelos sertanejos em várias regiões do Brasil.

A ASAMEL contou com parcerias importantes, como a Escola de Agronomia da UFBA, atualmente UFRB, através do Grupo de Pesquisas INSECTA; Também o forte apoio da EBDA, com realização de cursos, excursões, participação em eventos estaduais e em outros estados. Também foi pioneira ao fazer as Feiras do Mel, um evento que praticamente tinha entrado no calendário não oficial do município. Além disso, a ASAMEL tinha caráter de território, não sendo uma associação apenas de Itaberaba ,mas agregando outras instituições e pessoas de Iaçu, Ruy Barbosa, Rafael Jambeiro, Mundo Novo… isso muito antes da política de territórios atualmente adotada pelo do governo.

Quantos associados e desde quando há?
Estou a seis anos em Paulo Afonso e sem dados precisos. Na época em que eu estava como vice-presidente da ASAMEL e também como Coordenador de Apicultura na EBDA de Itaberaba, havia cerca de 40 pessoas registradas.

Com o advento das mudanças de políticas públicas voltadas para a agricultura familiar, desde o ano de 2003, com a implementação de casas do mel, formação qualificada de pessoal, facilidade de acesso ao crédito e legislação de incentivo a compras de alimentos da agricultura familiar para escolas e outros espaços públicos, houve um substancial avanço de pessoas envolvidas na apicultura e meliponicultura na nossa região como no país todo. Precisar o número de envolvidos é muito difícil, e apenas algumas instituições podem ter uma noção, através de dados sobre associações, cooperativas, etc. No entanto, os apicultores informais, ou aqueles que não estão ligados a nenhuma instituição, além dos criadores artesanais, o número fica impossível. A fonte que usamos é do IBGE ou do MDA.

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Apicultores cuidando de colméias.

Atualmente o polo de produção regional de apicultura está em Ruy Barbosa, pois lá tem um entreposto equipado com o que for necessário para beneficiar produtos da colmeia, inclusive para a merenda escolar. A ASAMEL é parceira do Entreposto há muito tempo.

Quais problemas tem ocorrido?
De início, a nossa dificuldade maior foi conseguir projetos para aquisição de colmeias, a fim de ampliar o plantel dos criadores, ou o contato maior com aspectos burocráticos. Muitas associações ainda tem o entrave técnico de como trabalhar a burocracia, elaborar projetos, submetê-los, e conduzí-los. Acho que não só a ASAMEL.

Os outros aspectos são relacionados a fatores externos, como secas e estiagens prolongadas, com a redução de floradas e consequentemente baixa na produção. Seria interessante procurar apicultores que fazem parte dela, pois tem uma bela história de luta e resistência tanto coletiva quanto individual.


 

Colaborou com esta matéria Carleando Souza:  meliponicultor, Mestre em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental pela UNEB, foi coordenador de Apicultura e Meliponicultura durante período de trabalho na EBDA de Itaberaba (2008 a 2010), sócio fundador da ASAMEL, e vice-presidente da mesma durante o mesmo período (2008-2010). Atualmente desenvolve pesquisas sobre o manejo de abelhas por povos indígenas e comunidades tradicionais camponesas no sertão nordestino no Coletivo Educação, Agroecologia e Campesinato, grupo que coordena no Centro Estratégico de Pesquisas das Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação – Opará, da Universidade do Estado da Bahia.

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