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Como mudar o que o Google sabe sobre você

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

O Google sabe tudo sobre você. Onde você esteve, qual foi a última música que escutou no YouTube ou em que destino de férias está interessado. O buscador mais potente e utilizado do mundo registra cada palavra digitada. Seus servidores armazenam milhões de dados de usuários em tempo real. Mas agora a empresa afirma que quer ceder parte desse imenso controle aos usuários, possibilitando que eles escolham as informações que querem compartilhar. São dadas duas opções: a de apagar as buscas já feitas e a de não armazenar as buscas futuras. Para isso, o Google criou a ferramenta “Minha Atividade”, com a qual pode ser administrado o histórico de todos os serviços do Google, como YouTube, Maps, Chrome e Voice. O objetivo: melhorar a confiança que os usuários têm na empresa.

É possível comprovar se a informação continua armazenada nos servidores ou se foi mesmo eliminada? “Não, mas é uma questão de confiança”, responde Google

Em um edifico cinza nos arredores de Munique (Alemanha) fica a equipe de 400 engenheiros que cuida da segurança e privacidade da grande empresa de tecnologia. São seis andares de escritórios onde a equipe aposta num serviço que já considera um exercício de transparência. “É claro que tivemos de fazer um grande investimento, mas vale a pena porque significa ganhar a confiança dos usuários − e quanto mais gente confia, mais usuários o Google obtém”, reflete Wieland Holfelder, chefe da equipe de engenheiros de Munique.

Eles explicam orgulhosos uma ferramenta que criaram para “dar uma resposta a todas essas pessoas que queriam saber quais dados o Google guardava sobre elas”, explica Holfelder. O processo para conhecer a resposta é simples. O usuário deve entrar em “Minha Conta” − o espaço pessoal onde pode fazer logine ajustar as configurações de segurança − e escolher “Minha Atividade”.

A primeira olhada assusta. Ali está o que você digitou há um minuto ou há um ano, o vídeo que lhe enviaram, a imagem que você viu. Tudo ficou registrado. Mas você pode apagar. É possível eliminar cada busca de forma individual ou por períodos de tempo: hoje, na última semana, no último ano ou tudo que está armazenado. Com um clique você pode fazer todos os seus dados sumirem.

É possível comprovar se a informação continua armazenada nos servidores ou se foi realmente eliminada? “Não, mas é uma questão de confiança. Se você apaga, tem de confiar que apagamos de verdade”, responde Holfelder. De novo, a confiança. Deveríamos confiar em vocês? “É claro, os dados estão mais seguros conosco.”

Impossível não deixar rastro

Estamos em uma época na qual é impossível não deixar rastro: não podemos evitar que sejam registrados dados sobre nós e nossos gostos, sobre as páginas ou a música que buscamos e até sobre onde estamos. Diante disso, parece lógico que nos ofereçam a opção de apagar esses dados. Não só com as já famosas petições à União Europeia sobre o direito ao esquecimento, mas também de uma forma mais fácil e rápida. Entretanto, só o Google oferece uma ferramenta tão simples assim para eliminar os dados armazenados sobre os usuários.

Chegará o momento em que o usuário terá todo o controle sobre seus dados

Por que as empresas custam tanto a mostrar o que sabem de nós? “Acredito que as companhias estão começando a perceber que isso é muito importante, porque as pessoas já consideram que têm de ter esse controle sobre seus dados”, responde Holfelder, que antes trabalhou para a Mercedes-Benz e considera que a ferramenta “Minha Atividade” pode servir de modelo para outras grandes empresas. Chegará o momento em que os cidadãos terão controle total sobre seus dados? “Sem dúvida, tenho certeza. Se o usuário não tiver o controle de determinadas coisas, perde a confiança; e há muitos benefícios para uma empresa que tem a confiança de seus clientes.”

Deixar de armazenar as buscas

A outra opção que a empresa propõe é deixar de armazenar os históricos. Isso não significa que vá ser apagado o que já está armazenado, e sim que não serão feitos novos registros. Com um só botão você pode desativar: o registro do histórico de suas atividades (suas buscas), de suas localizações, dos comandos por voz e das reproduções do YouTube. O sistema alerta sobre o que você perderá: o Google já não poderá lhe oferecer o trajeto mais curto para sua casa de forma automática, e você também não verá sugestões de músicas relacionadas com aquelas que costuma ouvir.

A empresa não informa quantos usuários optaram por apagar o que foi armazenado ou por cancelar novos registros de dados, mas o espaço “Minha Conta” é usado a cada ano por um bilhão de pessoas para gerenciar suas configurações.

Sem segurança não há privacidade

“Sem segurança é impossível haver privacidade”, afirma Andreas Türk, chefe de produto da equipe de Identidade, Segurança e Privacidade em Munique. Esse é um quesito no qual somos reprovados. A senha mais utilizada do mundo continua sendo 12345. O Google, que depende tanto da segurança, alerta sobre o pouco esforço dos usuários nesse sentido quando usam redes nas quais são armazenadas tantas informações pessoais quanto em nossas próprias casas. “Cerca de 95% dos ciberataques podem ser prevenidos com uma simples configuração de privacidade”, explica Wieland Holfelder.

Cerca de 95% dos ciberataques podem ser prevenidos com uma simples configuração da privacidade

Por que não nos preocupamos com isso? “Não é que os usuários não se importem, é que as pessoas não sabem o que têm de fazer para se proteger. Essa é nossa responsabilidade: tornar as configurações de privacidade e segurança visíveis e fáceis de entender. As pessoas precisam saber que existem ferramentas fáceis para administrar isso”, assinala Holfelder. Sua equipe propõe: senhas fortes (compostas por números, letras e sinais gráficos), dupla autenticação (com o envio de uma mensagem para o celular, por exemplo) e um administrador de senhas na nuvem para gerir todos esses longos códigos de acesso a cada um dos sites.

Na Espanha, segundo uma pesquisa feita com 2.000 jovens entre 13 e 30 anos, 48% dos integrantes da geração do milênio (nascida nas décadas de 1980 e 1990) utilizam a mesma senha na maioria de suas contas e 61% fazem isso porque têm dificuldade de memorizar diferentes senhas. Mas isso não é recomendável. “Se alguém invadir uma conta, poderá entrar em todas”, explica Türk.

Apesar de todas essas medidas de proteção, os especialistas reconhecem que as senhas são a parte mais frágil do acesso à internet. Como explica o chefe da equipe de segurança: “Chegará o fim das senhas, mas será um processo muito longo e difícil. É algo que a indústria em conjunto precisa adotar”.