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Chapada Diamantina enfrenta 16 horas de chuva

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

Os moradores do município de Palmeiras, na Chapada Diamantina, levaram um susto no final da tarde desta quarta-feira (5). O tempo fechou, uma chuva forte caiu por volta das 16h e seguiu até às 8h desta quinta-feira (6), com alguns momentos de interrupção. A cidade foi uma das atingidas pelo mau tempo previsto pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

Segundo a secretária de Governo e responsável pela Defesa Civil de Palmeiras, Albani Sales, a chuva causou alguns estragos na cidade e alagamentos na zona rural. O mau tempo provocou também goteiras nos prédios públicos e alterou a rotina dos servidores.

“A luz caiu quando começou o temporal e ficamos sem internet, por isso, os servidores foram liberados mais cedo que o normal. A chuva alagou alguns órgãos e foi preciso fazer a limpeza antes de iniciar os trabalhos nesta quinta. O expediente começa às 8h, mas hoje começamos por volta das 9h30”, contou.

A secretária informou que o estrago não foi maior porque há alguns meses a prefeitura fez a limpeza do córrego que corta a cidade. Em março, ele transbordou durante um temporal, destruiu ruas e invadiu casas. O tempo está nublado no município, nesta quinta-feira, e a previsão é de mais chuvas nas próximas 24h. “Foi uma surpresa porque, geralmente, ela vem no final do mês, não no começo”, disse.

Interior
A região da Chapada Diamantina foi uma das mais atingidas, segundo o Inema. A cidade de Lajedinho foi a mais castigada, com 73mm entre está quarta e quinta-feira. Em seguida teve Nova Redenção (57 mm), Itaetê (52.4 mm), e Lençóis (49.4 mm). Os outros municípios ficaram abaixo de 40 mm.

O Oeste também registrou muita água. São Desiderio tem dois postos de observação, em um deles foram contabilizados 150 mm e no outro 80.4 mm. Correntina e Barreiras também aparecerem no topo da lista, com 78 mm e 63.2 mm, respectivamente.

No Nordeste o destaque foi para Cansanção (61.4 mm) e Jacobina (49.8 mm). No Norte a cidade mais atingida foi Ibipeba (44.2 mm). No Recôncavo, Camaçari (63.6 mm) e Santa Terezinha (54.2 mm) foram as mais castigadas. Os moradores de Cachoeira contaram que estão amargando o tempo abafado.

Segundo a dona de casa Maria Anunciação Lima, 45 anos, choveu no último final de semana, mas não foi suficiente para diminuir a temperatura. “Os dias estão nublados, mas continua aquele mormaço. O sol abriu hoje, mas o céu está carregado de nuvens. Vai chover mais tarde”, afirmou.

Vitória da Conquista (50.8 mm) foi a única cidade do Sudoeste que registrou mais de 25 mm de chuva. O destaque do São Francisco foi Paratinga (35.8 mm). A região Sul foi a menos atingida nas últimas 24h, com Iguatinga registrando 31.4 mm.

Em Ilhéus, houve alagamentos e algumas famílias ficaram desabrigadas. Apesar dos transtornos provocados pelo acumulo de águas dos últimos dias, de ontem para hoje a cidade teve apenas 8.8 mm. Bem diferente da terça-feira (4), quando o munícipio registrou 41 mm de água.

Tempo
O mau tempo é consequência da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que surge da Amazônia e segue do Norte para o Nordeste do país. Este ano as chuvas começaram a se intensificar a partir do dia 25 de novembro e deve continuar até o domingo (9), com mais aberturas na sexta (7) e no sábado (8).

A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Cláudia Valéria, contou que apesar dos transtornos as chuvas estão dentro da normalidade e que nesta época é comum grandes volumes em poucas horas.

“Ela está bem distribuída pelo interior do estado. As regiões Oeste, Chapada Diamantina, Sul e Nordeste foram as mais atingidas. A previsão é de que aconteça abertura no tempo nos próximos dias e de que as chuvas retornem a partir de domingo”, disse.

Em Itajuípe, cidade também no Sul do estado, a chuva fez o rio Cachoeira transbordar e inundar uma praça.

Capital
Em Salvador, a Defesa Civil (Codesal) informou que a previsão é de pancadas de chuvas fracas em áreas isoladas a qualquer momento. O mau tempo também está relacionado a atuação da ZCAS e não deve provocar alagamentos nem deslizamento de terra.

A previsão para sexta (7) e sábado (8) é a mesma, céu parcialmente nublado com poucas possibilidades de chuvas e sem risco de alagamentos ou deslizamentos de terra. O mau tempo deve reaparecer no domingo (9), mas de forma fraca e moderada. A ZCAS voltará a atuar sobre a capital e o recôncavo e, por isso, existe risco de regiões ficarem alagadas e de ocorreram deslizamentos de terra.