Bahia

A Bahia mostrou que seus filhos têm talento

O primeiro brasileiro na história a conquistar três medalhas em uma Olimpíada, Isaquias Queiroz, já deixou a sua história na galeria do esporte nacional.

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Remando sozinho, Isaquias conseguiu prata na C1 1000m e bronze na C1 200m. E ao lado de Erlon de Souza, foi prata na C2 1000m. Nascido em Ubaitaba (a cerca de 370 km ao sul de Salvador), Isaquias alcançou o topo da canoagem mundial pela primeira vez, com ouro no C1 500m e bronze no C1 1000m.

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Em julho de 2011, com apenas 17 anos, Isaquias conseguiu seu primeiro feito histórico na canoagem brasileira: foi campeão na C1 200m e vice no C1 500m no campeonato mundial júnior, realizado naquele ano na Alemanha.

Agora reconhecido, Isaquias foi escolhido pelo Comitê Olímpico do Brasil para ser o porta-bandeira da delegação do País na cerimônia de encerramento da competição, ontem, no Maracanã.

As homenagens ao baiano de Ubaitaba são tantas que ele até entrou na brincadeira de alguns torcedores brasileiros que sugeriram a mudança de nome da Lagoa Rodrigo de Freitas para Isaquias Queiroz.

“Fiquei muito surpreso com essa brincadeira. Para um atleta que nunca tinha ganhado uma medalha numa Olimpíada, chegar aqui e contar com esse carinho dos fãs, é muito legal. Antigamente aqui era a lagoa do remo, agora temos de mudar o nome. No mínimo incluir a canoagem junto”, disse Isaquias.

Já de olho nas Olimpíadas de 2018, em Tóquio, Isaquias falou sobre a disputa com o alemão Sebastian Brendel. Em uma modalidade que não é sua especialidade, o brasileiro fez frente ao campeão olímpico de Londres 2012.

“Em mais uns anos ele pode ser batido, porque a idade está chegando para ele, e estamos vindo eu e outros caras novos, principalmente o moldávio e o tcheco, que estão muito bem. Vamos esperar para, quem sabe, dar o troco a ele em Tóquio” falou o baiano de 22 anos, mirando as futuras glórias.

Enquanto as novas medalhas não chegam, Isaquias fez questão de agradecer todo o apoio e o momento maravilhoso que viveu nos Jogos do Rio 2016.

“A gente treina para ter o reconhecimento da nação. Estou muito satisfeito de poder representar esse Brasilzão. Estou confiante que vêm mais medalhas pelos treinos que fiz”, completou o único brasileiro a conquistar três medalhas olímpicas em uma única edição de Jogos.

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