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Bahia joga com autoridade, vence o Santos em casa e cola no G-7

Só um sonho? Há quem pense assim por estar diante de um time que não disputa a Libertadores há quase 30 anos. Mas é só dar uma olhadinha na tabela de classificação. A chance de retornar ao torneio continental é grande.

Nesta quinta-feira, 16, contra um dos ‘tops’ do Brasileirão, o Santos, o Bahia mostrou personalidade para buscar a virada e vencer, por 3 a 1, na Fonte Nova. Desta forma, chegou aos 49 pontos, já cravou sua melhor campanha na ‘era dos pontos corridos’ e ficou a apenas um do G-7. Está na nona posição, atrás de Vasco (8º, com 50 pontos) e Flamengo (7º, também com 50).

Na próxima rodada, visita o rebaixável Sport – domingo, 19, às 16h (da Bahia) – sem o volante Renê Júnior, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Mal na defesa

Em comum com as últimas partidas, o Bahia apresentou sérias dificuldades defensivas. A fase de insegurança na retaguarda coincide com o desfalque do zagueiro Lucas Fonseca, ausente por lesão há três jogos, sendo que o Tricolor foi vazado em todos eles. Além de seu substituto, Thiago Martins, não se mostrar no melhor da forma física, o capitão Tiago também não vive boa fase, chegando atrasado na maioria dos lances.

Foi em falha justamente de Tiago que, aos cinco minutos, Lucas Lima encontrou Ricardo Oliveira em lançamento longo. O centroavante bateu de primeira e Jean defendeu. Aos 17, a pane foi geral e o Santos saiu na frente. O zagueiro David Braz apareceu na área e chutou cruzado para Bruno Henrique completar. Foi o quarto gol dele sobre o Bahia neste Brasileiro (no primeiro turno, anotou os tentos do 3 a 0 no Pacaembu).

E o velocista dava muito trabalho. Atacante mais habilidoso do Peixe, ele explorava o lado em que o Tricolor se vê sempre mais fragilizado na marcação: o direito, onde o lateral Eduardo e o beque Tiago têm se complicado.

Aos 20, Bruno Henrique puxou contra-ataque e acionou Ricardo Oliveira, que finalizou com muito perigo, para fora. O Santos estava melhor, mas, em sua jogada inaugural de perigo, aos 23 minutos, o Esquadrão igualou a parada. Zé Rafael recebeu de Mendoza e foi derrubado na área por Lucas Veríssimo. Mendoza – de acordo com revezamento estabelecido entre ele e Edigar Junio – partiu para a cobrança do pênalti e anotou seu oitavo tento no Brasileiro.

Depois disso, o jogo ficou mais equilibrado. A registrar de importante até o intervalo, a primeira falta cobrada por Jean em uma partida oficial. O goleiro acertou a barreira em boa chance aos 35 minutos.

A etapa complementar começou da melhor maneira possível para o Tricolor, que chegou à virada logo aos nove minutos graças a um contra-ataque em alta velocidade. Juninho Capixaba tocou para Zé Rafael, que cruzou rasteiro e o santista Alison, ao tentar cortar o passe que chegaria a Mendoza, marcou contra.

O Bahia mataria o jogo aos 33, quando Régis deixou Edigar Junio na cara do gol e ele foi derrubado na hora do chute por Jean Mota. Desta vez o próprio Edigar cobrou, definiu o triunfo e tornou o sonho de Libertadores ainda mais vívido.

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