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Bahia comemora acesso com multidão no aeroporto e trio elétrico

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O Bahia voltou a Salvador no início da tarde deste domingo, 27, retribuindo a quem mais ajudou na conquista do acesso: o seu torcedor. Foram nove triunfos seguidos em casa no 2º turno da Série B, fundamentais para que o Tricolor terminasse o campeonato em 4º lugar.

A chegada de Goiânia, onde o time acabou perdendo por 2 a 1 para o Atlético-GO, aconteceu às 12h30. Mais de uma hora antes disso, uma multidão já tomava o saguão de desembarque internacional, por onde o time passaria. Cerca de 300 tricolores fizeram as boas-vindas aos cânticos tradicionais da torcida, como o ‘eu já subi Esquadrão!’.

Depois do desembarque, jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida foram até o bairro da Boca do Rio, na região onde antes existia a sede de praia do clube, para comemorar com um trio puxado pelo músico e tricolor Ricardo Chaves. O próprio Esquadrão foi quem bancou a festa.

Festa no aeroporto

Ainda no aeroporto, quem puxou a fila foi o treinador Guto Ferreira, recebido pela torcida aos gritos de “Gordiola, Gordiola”! “Missão dada é missão cumprida! Estamos na Série A”, conseguiu falar o técnico em meio aos abraços. Mais tarde, enalteceu a contribuição da torcida no acesso: “Quando cheguei, colocamos um ponto futuro, e miramos apenas nele, sem se deixar atingir pelas pedras no caminho. Nossa equipe tornou-se imbatível em casa. Soubemos jogar com o nosso torcedor”.

Um dos mais exaltados era o volante Feijão, tricolor assumido, que acabou erguido nos braços pela torcida. Outro amplamente assediado foi o volante Juninho, que acabou fora da reta final da Série B com uma torção no tornozelo esquerdo. O zagueiro Jackson e o atacante Allano pintaram a barba de loiro, segundo eles, como pagamento de uma promessa pelo acesso.

Apesar do clima de festa, a torcida não deixou de ponderar a forma com o acesso veio. Com a derrota em Goiânia, o Tricolor subiu graças ao tropeço do Náutico, que perdeu em casa por 2 a 0 para o Oeste. “A torcida merece o acesso. Mas não paro de pensar: se não fosse o Oeste, quem estaria aqui hoje comemorando?”, disse o tricolor Samuel Paiva, 20 anos. “O Bahia subiu graças à torcida, ao algo mais que a galera colocou em campo”, completou.

“O resultado contra o Atlético-GO não foi o esperado, mas fazer a festa pelo acesso ainda vale a pena. Tem que ser assim: hoje a gente comemora, mas amanhã já começa a pensar em 2017, porque estaremos na Série A e não podemos jogar como jogamos essa Série B”, disse o torcedor Lucas Borges, 27 anos.

Até o atacante Hernane ponderou: “Foi muito difícil chegar aqui para conquistar o acesso, foram quatro jogos muito difíceis nessa parte final. Mas Deus foi bom para a gente, nos coroou. Foi difícil, mas conseguimos”. Na saída do aeroporto, o ônibus do clube ficou quase meia hora parado com a torcida em volta dele, sem deixar sair do lugar.

E festa na Boca do Rio

O trio elétrico, puxado por Ricardo Chaves, ficou à espera dos jogadores no estacionamento ao lado da área de lazer onde era a sede de praia do Bahia. Cerca de 100 tricolores esperavam o grupo, mas aos poucos outros foram chegando.

Antes de subirem no trio, os jogadores pintaram o cabelo de vermelho, azul e branco com um spray. O técnico Guto Ferreira comemorou a festa a caráter: “Em Santa Catarina, fomos campeões pela Chapecoense e tivemos um trio elétrico pela cidade. Falei com a direção aqui que adoraria fazer a festa desse jeito na Bahia, na terra do trio elétrico”.

O alívio era evidente na cara de todos que participavam da festa, mas, assim como a torcida, a diretoria também ponderou a dificuldade com que veio o acesso. “Foi suado, foi sofrido, mas conseguimos. Foi horrível subir com uma derrota, mas para o planejamento do clube, para a manutenção da democracia, o acesso era o mais importante”, disse o vice-presidente Pedro Henriques. O presidente tricolor Marcelo Sant’Ana não quis falar com a imprensa, preferindo dar espaço para os torcedores e jogadores.