AVALIAÇÃO: TOYOTA HILUX 3.0 4X4 CD LIMITED EDITION

AVALIAÇÃO: TOYOTA HILUX 3.0 4X4 CD LIMITED EDITION
TOYOTA HILUX 3.0 4X4 CD LIMITED EDITION
TOYOTA HILUX 3.0 4X4 CD LIMITED EDITION. 

O mercado de picapes médias está agitado atualmente. Prova disso são os lançamentos de séries especiais chamativas durante o primeiro semestre de 2015. A Toyota Hilux 3.0 4X4 cabine dupla Limited Edition é um exemplo que ilustra esse cenário. É uma marola que precede a verdadeira onda de lançamentos no segmento, algo que inclui a nova Hilux prevista para o primeiro trimestre do ano que vem. Um movimento que começa com a Renault Duster Oroch em outubro, continua com a Fiat Toro em janeiro e ainda recebe as renovadas Ford Ranger e Chevrolet S10, afora a nova geração da Mitsubishi L200 e, posteriormente, da Nissan Frontier.

Para esquentar a disputa pela primeira posição no ranking das picapes médias com a Chevrolet S10, a Hilux Limited Edition chega com um visual mais rebuscado para disfarçar seus 10 anos de idade e equipada com todos os itens da versão SRV A/T Top, além de acrescer alguns acessórios exclusivos. O preço, no entanto, é alto: R$ 182.850. Veja se vale a pena desembolsar esse montante para levar a picape para casa.

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A mecânica da Toyota Hilux Limited Edition é a mesma de todas as versões movidas a diesel. De fábrica, vem equipada com um motor 3.0 turbodiesel de 171 cv a 3.600 rpm e 36,7 kgfm aos 1.400 giros que vai acoplado a um câmbio automático de cinco marchas que faz trocas de marchas suaves e sem trancos. O conjunto é responsável por levar o utilitário de 0 a 100 km/h em 11,8 segundos, mais lenta do que a S10 2.8 turbodiesel com o tempo de 10,3 segundos, e retoma a velocidade de 60 a 100 km/h em 6,7 s (um segundo mais devagar do que a rival). Em termos de consumo a série especial Limited Edition tem uma média de 8,3 km/l na cidade e 12 km/l na estrada.

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O curioso é que, embora os números desmintam, na prática a Hilux parece ser mais rápida do que a S10, principalmente em terreno urbano. Isso porque o torque da Toyota entra aos 1.400 rpm, enquanto o da GM aparece “apenas” aos 2 mil giros. Essa característica deixa a Hilux esperta e gostosa de conduzir. A acertada ergonomia é garantida por confortáveis bancos de couro e boa posição ao volante, mesmo que a coluna não tenha ajuste de profundidade. Só não se passa por carro de passeio pelo jeito saltitante da suspensão, especialmente em terrenos sinuosos e com a caçamba vazia, uma característica comum entre utilitários médios equipados com eixo rígido traseiro.
Outro aspecto bem perceptível na edição limitada da Hilux, e inerente às demais picapes movidas a diesel em maior ou menor nível, é a trepidação e o ruído que vêm do motor turbodiesel. A bordo de um carro desses, você se sente dirigindo um caminhãozinho, com direito a sonoras “espirradas” da válvula de alívio da turbina que ajuda o propulsor a impulsionar seus 1.960 kg (sem carga).
Custo benefício

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O modelo entrega de fábrica os mesmos itens da versão SRV A/T Top, que entre outros inclui ar-condicionado digital, trio elétrico, airbags duplos, freios ABS com EBD e BAS, controles eletrônicos de tração e de estabilidade, tela multimídia de 6,1 polegadas com GPS, volante multifuncional, ajustes elétricos do banco do motorista e câmera de ré. A Hilux Limited Edition se diferencia ainda das demais da família pelas exclusivas sobrecapas dos para-choques, santantônio Sport, capota marítima personalizada, inscrição “Limited” nas laterais e na traseira, além de tapetes e soleiras também personalizadas com o logo da edição.

Vale a compra?

Não. O maior problema da Hilux Limited Edition é o preço, fixado em iniciais e salgados R$ 182.850. São quase R$ 20 mil a mais se comparada a modelos de outras marcas como a Chevrolet S10 High Country (R$ 163.800). Sem falar que é um valor elevado para uma picape que está para ganhar uma geração completamente nova. E, seu desempenho também é mais tímido do que o da picape GM citada acima. Em termos de espaço, outra desvantagem. São 1,88 metro de largura e 3,09 metro de entre-eixos da S10, contra 1,83 metro e 3,08 metro da Hilux, respectivamente. Outra característica que chama a atenção na cabine é a central multimídia, que poderia ser mais amigável e com uma tela maior. Em termos de comparação, na Hilux a escolha pela tração mais adequada é feita por uma alavanca, enquanto na picape Chevrolet o procedimento é eletrônico. E se por um lado a Toyota é dona de uma cesta de peças mais barata do que a concorrente citada, são R$ 4.853 contra R$ 6.153, por outro o valor do seguro fica em altos R$ 9.043, em média. Em termos de desvalorização ambas se equivalem, uma vez que todas as picapes médias do segmento serão renovadas em breve.

Ficha Técnica
Motor: Dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha, 16V, comando duplo, injeção direta, diesel
Cilindrada: 2.982 cm³
Potência: 171 cv a 3.600 rpm
Torque: 36,7 kgfm entre 1.400 e 3.200 rpm
Câmbio: Automático de 5 marchas, tração 4X2 e 4X4
Direção: Hidráulica
Suspensão: Independente com braços duplos triangulares (dianteira) e eixo rígido (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira)
Pneus: 265/65 R17
Comprimento: 5,26 m
Largura: 1,83 m
Altura: 1,86 m
Entre-eixos: 3,08 m
Peso: 1.960 kg

Números de teste

Aceleração 0-100 km/h: 11,8 segundos
Aceleração 0-400 m: 18,1 segundos
Aceleração 0-1.000 m: 33,4 segundos
Retomada 40-80 km/h (3ª marcha): 5,2 segundos
Retomada 60-100 km/h (4ª marcha): 6,7 segundos
Retomada 80-120 km/h (5ª marcha): 9,0 segundos
Frenagem 100-0 km/h: 47,4 metros
Frenagem 80-0 km/h: 29,9 metros
Frenagem 60-0 km/h: 16,1 metros

Fonte: Autoesporte

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