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Aumento dos combustíveis tira R$ 400 milhões do varejo na Bahia

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O impacto do aumento dos combustíveis no poder de compra dos consumidores baianos preocupa a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Bahia (Fecomércio). Segundo estimativas da instituição, cerca de R$ 400 milhões devem deixar de circular no varejo do estado somente este ano, por conta do aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre os combustíveis, medida adotada na semana pelo governo para tentar conter o rombo de R$ 139 bilhões nas contas públicas. Resultado: o preço do litro da gasolina comum chega a R$ 4,30 em Salvador.

“É uma medida que vai na contramão da retomada de crescimento do país”, diz a Fecomércio-BA em nota pública divulgada ontem para a imprensa. A federação representa 34 sindicatos empresariais associados, entre eles, o Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Estado da Bahia (Sindicom), que também assina a nota. “No lugar de contingenciar os gastos com a máquina pública, o governo lança mão da velha estratégia de elevar impostos para ajustar as contas, criando um tributo indireto que prejudica as classes produtivas e todos os segmentos da sociedade”, ressalta a nota.

No comunicado, a Fecomércio e o Sindicom ainda enfatizam o peso cada vez mais crescente da carga tributária no país: saltou de 20% para 25%, na década de 1990, para algo entre 35% e 40% na atualidade. “Essa carga, que se assemelha à tributação de países europeus, é exorbitante para a renda per capita brasileira”, completa a nota.

“Extorsão”

Para o presidente da Fecomércio-BA, Carlos Andrade, a exemplo da nota de repúdio da instituição, toda a sociedade brasileira deveria iniciar um movimento contrário à elevação da carga tributária no país. “Ainda mais da forma como foi, pegando todo mundo de surpresa, de forma extorsiva e sem que sequer houvesse um escalonamento”, declarou o empresário.

Entre os consumidores finais, também houve movimento organizado pela internet para evitar o abastecimento ontem. Em alguns postos, houve carreata com buzinaço para conscientizar os demais consumidores e desavisados da campanha.

Na nota distribuída pela Fecomércio-BA, ainda foi citado um comparativo de impacto no consumo, referente ao aumento ocorrido no estado, relativo ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) no combustível usado na aviação: “Em 2011 foram comercializados R$ 370 milhões de litros e o governo estadual foi o que mais aumentou o ICMS, resultando numa diminuição de 35% do consumo. Em 2016, os outros estados cresceram assustadoramente o número de voos devido à redução do tributo. Isso fez com que muitas companhias deixassem de voar ou reduzissem os voos para a Bahia”, disse.