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Após Facebook e Google, Twitter enfrente acusação de permitir anúncio racista

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O Daily Beast publicou uma reportagem que mostra como conseguiu criar campanhas publicitárias no Twitter usando termos supremacistas, como “nazi” e “wetback” (termo usado de forma preconceituosa para se referir a estrangeiros que moram nos Estados Unidos, principalmente os mexicanos). Essas campanhas visavam públicos específicos.

No momento de concluir a compra das campanhas, a plataforma do Twitter pede aos anunciantes que selecionem palavras-chave que ajudem o site a colocar anúncios na timeline de usuários relevantes. Quando os repórteres do Daily Beast escreveram “wetback”, o Twitter informou que 26,3 milhões de usuários poderiam responder a esse termo. Da mesma forma, disse que 18,6 milhões de contas provavelmente estariam interessadas no termo “nazi”. Depois de confirmar que suas campanhas publicitárias foram bem-sucedidas, o Daily Beast encerrou as duas.

Bug no sistema

A política de publicidade do Twitter diz que a promoção do conteúdo de ódio é proibida e que os anunciantes são responsáveis por seus próprios anúncios. Sobre as regras de segmentação por palavras-chave, o Twitter afirma que categorias de origem racial ou étnica não podem ser incluídas, e o discurso de ódio não é mencionado especificamente.

Em resposta, a rede de microblogs disse que os termos escolhidos para fazer a campanha estão numa lista de palavras-chave proibidas e que os anúncios foram aprovados por causa de um bug, que já teria sido corrigido.

Segundo um porta-voz da empresa, “o Twitter proíbe ativamente e impede que anúncios ofensivos apareçam em nossa plataforma, e estamos empenhados em entender 1) por que isso aconteceu e 2) como evitar que isso aconteça novamente”.

Recentemente, a ProPublica descobriu que o Facebook permitiu que anúncios fossem direcionados a usuários com base em palavras-chave antissemitas, enquanto o BuzzFeed reportou que o Google também autorizou os anúncios direcionados por meio de frases racistas e que incitam o ódio.