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Saúde

Anticoncepcionais modernos aumentam risco de trombose

 

Pacientes que utilizam pílulas que contêm drospirenona, desogestrel, gestodeno e ciproterona correm um risco quatro vezes maior de trombose, em relação às mulheres que não tomam pílula(Philippe Huguen/AFP/VEJA)
Pacientes que utilizam pílulas que contêm drospirenona, desogestrel, gestodeno e ciproterona correm um risco quatro vezes maior de trombose, em relação às mulheres que não tomam pílula(Philippe Huguen/AFP/VEJA)

O aumento do risco de trombose já é conhecido por médicos, pesquisadores e usuários de contraceptivos orais desde a década de 1990. No entanto, até então acreditava-se que este risco era pequeno o suficiente para justificar o uso do medicamento. Agora, pesquisadores descobriram que o uso da pílula aumenta em cerce de três vezes a probabilidade de desenvolver trombose, em comparação às mulheres que não tomam a medicação. É o que diz um estudo publicado no periódico científico The BMJ.

Maior risco nas pílulas “novas” – O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, também mostrou que o risco é ainda maior em usuários das pílulas mais modernas (terceira e quarta geração), introduzidas no mercado a partir de 1980, em comparação às mais antigas (primeira e segunda gerações).

A equipe, liderada pela pesquisadora Yana Vinogradova, descobriu que o aumento do risco está relacionado às pílulas combinadas que utilizam novas formulações dos hormônios estrogênio e progesterona como a drospirenona, o desogestrel, o gestodeno e a ciproterona. As pílulas mais antigas, que utilizam levonorgestrel, noretisterona e norgestimata mostraram-se mais seguras em relação ao aumento do risco da formação de coágulos sanguíneos.

 

A pesquisa – Os pesquisadores da Universidade de Nottingham trabalharam sobre duas grandes bases de dados médicos e traçaram uma relação entre o uso de contraceptivos orais e as tromboses observadas em mulheres entre 15 e 49 anos. Os resultados mostraram que aquelas que tomam contraceptivos orais combinados de terceira e quarta gerações têm um risco de trombose venosa quase duplicado (1,5 a 1,8 vezes superior) em relação às mulheres que tomam contraceptivos orais de primeira e segunda gerações. Em relação às mulheres que não tomam pílula o risco é quatro vezes maior.

Os pesquisadores ressaltam que, apesar dos resultados, o risco absoluto de trombose em usuárias de pílula permanece baixo, com um risco três vezes maior para todas as pílulas combinadas. De acordo com eles, uma mulher grávida tem um risco dez vezes maior de sofrer o problema. Por isso, eles ainda consideram os contraceptivos orais como extremamente seguros.

Problema grave – Os pesquisadores alertam que, embora o problema seja relativamente raro, ele pode ser muito grave. Em geral, os coágulos se formam nas pernas, mas podem se alojar nos pulmões, formando um bloqueio potencialmente fatal ou se mover para o cérebro, onde podem provocar um acidente vascular cerebral (AVC).

Os coordenadores do estudo recomendam que os médicos considerem o risco da paciente antes de receitar uma pílula e opte sempre pela opção mais segura.

De acordo com o estudo, cerca de 9% das mulheres em idade reprodutiva ao redor do mundo usam contraceptivos orais. Em países desenvolvidos esse número sobe para 18% e na Grã Bretanha, onde o estudo foi realizado, para 28%.

A pedido da França, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) já havia feito uma reavaliação dos riscos dos anticoncepcionais de terceira e quarta gerações. Os resultados indicaram que os benefícios continuavam superiores aos riscos.

Camisinha

A mitologia grega já mencionava o uso de bexiga de cabra nas relações sexuais. Na Ásia do século X, a camisinha era uma improvisação de papel de seda lubrificado com óleos, usado para evitar doenças. Também há registros desse contraceptivo feito de tripa de carneiro, pele de animal, veludo e panos. Em 1870, o preservativo de borracha apareceu na Europa, mas era reutilizável. A camisinha descartável feita de látex apareceu em 1930. Além de prevenir uma gravidez indesejada, ela protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

 

Pílula contraceptiva hormonal

Sua comercialização foi permitida pela primeira vez em maio de 1960, nos Estados Unidos – o método chegou ao Brasil em meados da década. Essa pílula continha 150 microgramas de um estrógeno chamado mestranol, quantidade considerada altíssima quando comparada com as atuais. Com o tempo, depois de algumas mulheres terem problemas como trombose, os cientistas diminuíram as doses de hormônios. Os comprimidos passaram a ter 30 microgramas, depois 20 e, na metade dos anos 90, 15 microgramas. Hoje, as doses variam entre 20 e 30 microgramas. A eficácia depende da disciplina das usuárias: se ingerida todos os dias no mesmo horário, é de 99,8%.

 

Laqueadura (ou Ligadura de tubas uterinas)

Surgiu antes dos anos 1960, mas foi amplamente usada entre as décadas de 70 e 90. É a esterilização feminina, caracterizada pelo corte das tubas uterinas, que ligam o ovário ao útero.

 

Pílula do dia seguinte

Vem sendo usada nos últimos dez anos. A dose única contém uma quantidade mais alta de hormônio do que uma pílula normal: 150 microgramas de levornogestrel, um tipo sintético de progesterona, e pode ser tomada até três dias depois de uma relação desprotegida – embora sua ação diminua com o passar do tempo (ingeri-la 72 horas depois da relação sexual, por exemplo, pode alcançar uma ineficácia de 7 a 10%). A pílula do dia seguinte não é considerada um abortivo. Ela impede a fecundação do óvulo ao tornar difícil a movimentação dos espermatozoides. Se a fecundação já tiver acontecido, não surte efeito.

 

Tabelinha

A tabelinha consiste em evitar o sexo desprotegido durante o período fértil – ou seja, entre o décimo e o décimo oitavo dia depois da menstruação. O índice de falha é muito alto, entre 5% e 10%. O método é considerado falho porque nem sempre a ovulação é regular e acontece nos mesmos dias.

 

DIU (Dispositivo Intrauterino)

É inserido no útero por um médico e impede a subida dos espermatozoides pelas trompas. O Diu de cobre está no mercado desde os anos 1970. Esse método não libera hormônios. A contracepção acontece uma vez que o cobre tem ação espermicida. Uma vez inserido, dura de sete a dez anos. Pode apresentar entre 1,5% e 2% de ineficácia.

 

SIU (Sistema Intrauterino)

O Siu é uma espécie de Diu com hormônios. Assim como o Diu, deve ser inserido por um médico, mas, diferente dele, sua ação espermicida não acontece por causa do cobre, mas de hormônios. É considerado tão eficaz quanto uma laqueadura e provoca menos cólica e sangramentos do que o Diu, além de ser mais barato. Há uma década e meia no mercado, sua vida útil é de 5 anos.

 

Adesivo Contraceptivo

Deve ser aplicado sobre a pele e permanece colado por 21 dias seguidos. Depois desse período, tira-se o adesivo e a mulher precisa esperar uma semana até colocar um novo. Nesses sete dias, acontece a menstruação. O adesivo libera hormônios e tem a mesma eficácia da pílula. Evita gravidez, mas não protege de doenças sexualmente transmissíveis.

 

Anel Vaginal

Contém os mesmos hormônios presentes na maioria das pílulas orais. É inserido dentro da vagina e deve permanecer nela por 21 dias seguidos. Passado esse período, a mulher deve ficar uma semana sem usar o anel até colocar um novo. Evita gravidez, mas não protege de doenças sexualmente transmissíveis.

 

Coito Interrompido

Método usado quando, na relação sexual, o pênis é retirado da vagina antes da ejaculação, evitando a entrada do sêmen. Pode ser ineficaz, porque uma pequena quantidade de esperma que entrar em contato com a vagina já é capaz de provocar uma gravidez indesejada. Não evita doenças sexualmente transmissíveis.

 

Implante

Utilizado desde meados dos anos 1990, é um implante subcutâneo inserido no braço da mulher. Seu efeito dura até três anos.

Fonte: Revista veja

 

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