Notícias

A briga entre a Globo e os clubes pelos direitos de transmissão dos jogos

A ODONTOLÓGICA é a principal Clínica da Chapada Diamantina. Atende as regiões de Itaberaba, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa, Itaetê, Marcionílio Souza, Wagner, Utinga, Lençóis, Andaraí, Nova Redenção, Lajedinho, Ibiquera. Realiza atendimentos com especialistas em odontologia nas áreas de ortodontia, implantes, cirurgia, endodontia (tratamento de canal), odontopediatria, restaurações, periodontia, laserterapia, estética. Procedimentos Realizados: Restaurações, Estética, Periodontia, Tratamento de canal, Ortodontia, Aparelho ortodôntico, Extrações, Profilaxia, Remoção de tártaro, Implante, Enxerto ósseo, Levantamento de seio maxilar, Implantes Carga Imediata. Dr. Gardel Costa é Doutorando, Mestre e Especialista em Implantes, Especialista em Ortodontia, pós-graduado pela New York University.

“O senhor quer tirar 3 bilhões de reais da Globo?” A provocação, feita a Jair Bolsonaro no mês de maio, atraiu na hora a atenção do presidente, que não perde a chance de revelar seu incômodo com a emissora. A frase foi ouvida durante audiência em Brasília com os representantes dos dois maiores clubes do Rio, Flamengo e Vasco. No encontro, discutia-se uma alteração no artigo 42 da Lei Pelé, que o Poder Executivo realmente poria para andar dias depois, por meio de medida provisória. O item rege a quem cabe o chamado “direito de arena”, ou seja, quem tem a prerrogativa de negociar a transmissão de eventos esportivos, a principal fonte de renda dos grandes clubes brasileiros.
Até o mês passado, vigorava o entendimento de que o interessado em promover a exibição de uma partida de futebol deveria ter a anuência das duas partes envolvidas: o time da casa e a equipe visitante. A MP editada por Bolsonaro incluiu no texto constitucional a palavra “mandante”, tirando a necessidade de acordo com a outra parte, o que mudou as regras do jogo (com ele em andamento, diga-se). Como consequência prática, o rubro-negro carioca se sentiu autorizado a passar em seu canal oficial no YouTube, a Fla TV, a partida contra o Boavista, no dia 1º de julho, que marcou a volta do futebol no Brasil depois de quase quatro meses de paralisação em decorrência da pandemia. Empoderado por Bolsonaro, o Flamengo não aceitou os 18 milhões de reais pagos aos grandes do Rio pela Globo e partiu para a briga. A transmissão feita pela internet atingiu uma audiência inédita para um evento esportivo: pico de 2,2 milhões de usuários simultâneos na live do rubro-negro, além da arrecadação de 900 000 reais com inserções publicitárias e 70% das doações feitas por seus torcedores na plataforma de vídeos do Google — 30% ficaram com o gigante de tecnologia.
A Globo, então, rescindiu o acordo assinado com os demais clubes do Carioca e com a federação de futebol do Rio, sob a alegação de “quebra de exclusividade”, embora tenha concordado, seguindo seu alto padrão de correção, em pagar os valores referentes à competição deste ano (o contrato valeria por outras quatro temporadas). Sem a Globo, inapelavelmente, na quarta-feira 8 de julho, essa nova modalidade de ver futebol fez história: a final da Taça Rio entre Flamengo e Fluminense, vencida pelo tricolor, atraiu 3,6 milhões de pessoas ao mesmo tempo no canal do YouTube do Fluminense. A transmissão de um jogo quase desimportante, de um campeonato pouco valorizado pelos próprios times que o disputam, superou a marca anterior de 3,3 milhões da live da sertaneja Marília Mendonça, celebrada como um grande sucesso da pandemia.
São cifras poderosas que demonstram a potência do esporte como um dínamo na economia. O futebol é um dos principais produtos vendidos pela Globo ao mercado publicitário. Estima-se que a emissora fature 1,8 bilhão de reais com a venda das seis cotas anuais de propaganda vinculadas às suas transmissões de futebol.